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A suspensão da C5 parece macia demais, até que se exige estabilidade e ela surpreende; os faróis são bons, mas o câmbio poderia ter mais de quatro marchas

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Os faróis de xenônio e o câmbio de seis marchas são destaques da 407 V6, cuja suspensão convencional tem controle eletrônico da carga dos amortecedores

Apesar de diferentes, os câmbios das duas peruas são semelhantes em operação, com opção de trocas manuais seqüenciais na própria alavanca e programas esporte (que retém mais as marchas inferiores) e de inverno (para saídas mais suaves, em nosso caso útil sobre lama ou grama molhada). A operação manual chega a parecer supérflua quando se nota o funcionamento da caixa em modo automático: é comum que mantenha a marcha em uso, ao cortar a aceleração, ou mesmo efetue redução em frenagens — ao contrário de outros câmbios do gênero, que passam à última marcha e deixam o carro "solto".

A C5 traz o requinte da suspensão hidroativa (saiba mais sobre técnica) com quatro posições de altura, mas a perua não traz o modo esporte disponível no sedã V6. A primeira sensação é desconcertante: o carro parece mole demais e, apesar do excelente conforto sobre piso irregular, parece que não trará estabilidade no caso de uma manobra evasiva, por exemplo. Engano: basta começar a andar mais forte para que a eletrônica ajuste a suspensão e deixe a perua firme e controlada, com grande sensação de segurança. De resto, é sempre conveniente poder-se elevar o vão livre a até 225 mm em baixa velocidade — mais que em vários utilitários esporte — para transpor uma lombada ou rampa de garagem. E a traseira nunca cede com o acréscimo da carga.

Embora convencional, a suspensão da 407 conta com ajuste eletrônico dos amortecedores, sendo os modos esporte e automático selecionados num comando do painel. Automático, não macio: isso significa que, mesmo com um rodar bastante confortável no uso normal, o sistema está sempre apto a se enrijecer se a situação exigir, sem intervenção do motorista. Ao selecionar o modo esporte o rodar fica um pouco mais áspero e controlado, sem chegar ao desconforto. E as duas peruas passam por lombadas tão bem quanto se tivessem nascido num certo país tropical cheio desses solavancos.

A Peugeot usa controle eletrônico também na assistência de direção da versão V6, que é perfeita: leve em baixa velocidade e firme em alta, como a da C5. Seus freios impressionam pelo tamanho, "enchendo" as rodas de 17 pol (os pneus 215/55 têm largura e perfil iguais aos da oponente, só que esta usa rodas de 16 pol), e são muito eficientes, mas os da Citroën não ficam atrás. As duas possuem sistema antitravamento (ABS), assistência adicional de frenagem, monitor da pressão dos pneus e controles de tração e de estabilidade — que pode ser desativado, mas volta a atuar ao superar 50 km/h. Um notável pacote de auxílios eletrônicos.

A 407 V6 usa faróis elipsoidais com lâmpadas de xenônio no facho baixo, superiores aos halógenos da C5, embora esta não decepcione. De resto as duas estão bem-equipadas: faróis e luz traseira de neblina, terceira lanterna de freio, repetidores laterais de direção. A Citroën usa retrovisor esquerdo biconvexo, ante o convexo da concorrente. Ainda em visibilidade, as colunas dianteiras avançadas de ambas e as traseiras da 407, largas e em posição não-usual, prejudicam um pouco a visão.

Não há de que reclamar em segurança passiva: a Peugeot vem com seis bolsas infláveis (duas frontais, duas laterais, duas do tipo cortina), e a Citroën, sete, pois adiciona uma para os joelhos do motorista. Todos os cintos são de três pontos e na Citroën contam com sensor que alerta o motorista caso não sejam afivelados (só o banco dianteiro direito, porém, tem sensor de presença; nos traseiros o alerta aparece por instantes mesmo sem haver passageiros). Continua

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