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Dois motores modernos e eficientes, cada um em sua categoria: o 2,0-litros da C5, no alto, e o V6 2,95 da 407

Mecânica, comportamento
e segurança

As duas marcas compartilham motores nestes modelos, tanto o de quatro cilindros e 2,0 litros, disponível em ambas, quanto o V6 de 2,95 litros — exclusivo da 407 entre as peruas, embora possa vir no C5 sedã. São unidades modernas e de bom rendimento: o primeiro fornece potência de 143 cv e torque de 20,4 m.kgf, e o outro, 211 cv e 29,6 m.kgf. Naturalmente não caberia comparação de desempenho, mas sim de funcionamento. Se ambos são silenciosos, o 2,0 demonstra ligeira aspereza em média e alta rotação, que só não incomoda porque as boas respostas permitem rodar em baixos regimes quase todo o tempo. Já o V6 é muito suave.

Na simulação de desempenho a 407 atingiu marcas que não se vêem todo dia em um pesado carro familiar, como velocidade máxima de 230 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos. Contribui o câmbio automático de seis marchas, que reduz a queda de rotação a cada mudança se comparado ao de apenas quatro da C5. Outra vantagem é deixar o motor "sussurrando" em velocidades de viagem, como 2.250 rpm a 120 km/h em sexta. O consumo também é beneficiado pelas marchas adicionais, com marcas melhores que as da C5. Embora mais modesto, como se esperava, o desempenho desta atende bem à proposta de uso familiar (veja os resultados e a análise detalhada). Continua

Na seqüência abaixo, os quatro níveis de altura da suspensão da C5, comandados por dois botões no console central
Comentário técnico
> Peugeot e Citroën compartilham, nestes e em outros modelos, alguns de seus motores. O de quatro cilindros e 2,0 litros ganhou recentemente 5 cv na linha C5, graças à adoção de variador para o comando de válvulas de admissão. que o 407 ainda não usa. O V6 de 2,95 litros também possui esse recurso, assim como bloco de alumínio.

> A Peugeot abandonou, na suspensão dianteira da linha 407, o tradicional conceito McPherson em favor de um paralelogramo deformável. O elemento inferior tem forma triangular, e o superior, de um trapézio (veja figura). Com isso, a suspensão tem oito pontos de articulação, o dobro de uma McPherson. A principal vantagem, segundo o fabricante, é a menor transmissão de impactos do solo ao veículo.

A empresa usa subchassis de alumínio em ambos os eixos e, como curiosidade, é a única marca de grande produção que faz os próprios amortecedores. Na 407 V6 eles podem ter sua carga alterada de bordo, entre os modos esporte (mais firme) e automático (suave, passando a firme conforme as condições exijam). Também exclusiva desta versão é a assistência hidráulica da direção, que varia conforme a velocidade do carro, a rotação do motor, o ângulo do volante e a velocidade com que é movimentado.

> A suspensão Hydractive 3 (hidroativa, terceira geração) da C5, usada desde seu lançamento em 2000, é um espetáculo à parte. Uma central eletrônica com grande capacidade de processamento e 18 sensores, que analisam as condições de piso e o modo de dirigir do motorista, controlam o funcionamento de esferas preenchidas com fluido, que substituem as molas e os amortecedores.
Além do sofisticado gerenciamento e de manter constante a altura de rodagem em movimento, existe o controle dessa altura, que é em parte automático e em parte a critério do motorista. A "altura de referência" é mantida entre 70 e 110 km/h. De zero a 70 km/h o carro sobe 13 mm; acima de 110 km/h, abaixa 15 mm na frente e 11 mm na traseira, permanecendo assim até que se caia de 90 km/h. Em menor velocidade surgem opções, selecionadas pelos botões no console central: uma posição alta, limitada a 40 km/h, e outra ainda mais, só até 10 km/h.

Como o rodar fica bastante duro, não se destinam ao tráfego normal, mas a situações específicas como transpor lombadas, valetas, rampas de garagem e obstáculos fora do asfalto. Atingidas as velocidades citadas, o carro abaixa para o nível seguinte até chegar à altura de referência. Uma quarta posição, muito baixa, destina-se à manutenção do sistema (sem pressão hidráulica) e não pode ser usada em movimento.

Um botão no compartimento de bagagem da Break permite baixar e erguer a traseira, de modo a facilitar a colocação e retirada de cargas pesadas. E o carro não precisa ser erguido com o macaco para troca de pneu: basta comandar que a suspensão seja elevada, colocar o equipamento — como se fosse um simples calço — e selecionar a posição mais baixa. As rodas do lado calçado sobem e se afastam do chão. Depois da troca, é só inverter o processo.

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