> Peugeot e Citroën
compartilham, nestes e em outros modelos, alguns de seus
motores. O de quatro cilindros e 2,0 litros ganhou recentemente
5 cv na linha C5, graças à adoção de variador para o comando de válvulas de
admissão. que o 407 ainda não usa. O V6 de 2,95 litros também possui esse recurso, assim
como bloco de alumínio.
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A Peugeot abandonou, na suspensão dianteira da linha 407, o
tradicional conceito McPherson em favor de um paralelogramo
deformável. O elemento inferior tem forma triangular, e o
superior, de um trapézio (veja figura). Com isso, a suspensão tem oito pontos
de articulação, o dobro de uma McPherson. A principal vantagem,
segundo o fabricante, é a menor transmissão de impactos do solo
ao veículo.
A empresa usa subchassis de
alumínio em ambos os eixos e, como curiosidade, é a única marca
de grande produção que faz os próprios amortecedores. Na 407 V6
eles podem ter sua carga alterada de bordo, entre os modos
esporte (mais firme) e automático (suave, passando a firme
conforme as condições exijam). Também exclusiva desta versão é a
assistência hidráulica da direção, que varia conforme a
velocidade do carro, a rotação do motor, o ângulo do volante e a
velocidade com que é movimentado.
> A suspensão Hydractive 3
(hidroativa, terceira geração) da C5, usada desde seu lançamento
em 2000, é um espetáculo à parte. Uma central eletrônica com
grande capacidade de processamento e 18 sensores, que analisam
as condições de piso e o modo de dirigir do motorista, controlam
o funcionamento de esferas preenchidas com fluido, que
substituem as molas e os amortecedores. |
Além do sofisticado
gerenciamento e de manter constante a altura de rodagem em
movimento, existe o controle dessa altura, que é em parte
automático e em parte a critério do motorista. A "altura de
referência" é mantida entre 70 e 110 km/h. De zero a 70 km/h o
carro sobe 13 mm; acima de 110 km/h, abaixa 15 mm na frente e 11
mm na traseira, permanecendo assim até que se caia de 90 km/h.
Em menor velocidade surgem opções, selecionadas pelos botões no console
central: uma posição alta, limitada a 40 km/h, e outra ainda
mais, só até 10 km/h.

Como o rodar fica
bastante duro, não se destinam ao tráfego normal, mas a
situações específicas como transpor lombadas, valetas, rampas de
garagem e obstáculos fora do asfalto. Atingidas as velocidades
citadas, o carro abaixa para o nível seguinte até chegar à
altura de referência. Uma quarta posição, muito baixa,
destina-se à manutenção do sistema (sem pressão hidráulica) e
não pode ser usada em movimento.
Um botão no compartimento de bagagem da Break permite baixar e
erguer a traseira, de modo a facilitar a colocação e retirada de
cargas pesadas. E o carro não precisa ser erguido com o macaco
para troca de pneu: basta comandar que a suspensão seja elevada,
colocar o equipamento — como se fosse um simples calço — e
selecionar a posição mais baixa. As rodas do lado calçado sobem
e se afastam do chão. Depois da troca, é só inverter o processo. |