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Comparativo Completo

Com esquemas diversos para a suspensão traseira (saiba mais), as três obtêm bom compromisso entre conforto e estabilidade, mas há diferenças. A Zafira é mais firme, como todo Astra, gerando algum desconforto em longos percursos. Já a Picasso produz muito ruído em pisos irregulares e carrega uma falha do Xsara, que esperávamos ver sanada num carro nacional: como não há batente hidráulico nos amortecedores, a passagem mais rápida por lombadas produz ruído elevado e desagradável. Mas, ruídos à parte, as três passam bem por esses martírios tão brasileiros.

Novos faróis da Scénic são bastante eficientes como os da Zafira, com a Picasso perdendo no facho alto. Seus limpadores não varrem em sentidos inversos, mas isso não prejudica o funcionamento

Ainda como itens de segurança ativa, todas trazem repetidores de luzes de direção nos pára-lamas, lanterna de neblina traseira (duas na Scénic) e ajuste elétrico do facho dos faróis, que adotam refletores de superfície complexa e lente de policarbonato. Faróis de neblina são opcionais na Zafira e de série nas demais.

Na Scénic e Picasso o comutador de farol sempre o acende em facho baixo, evitando ofuscamento (na Zafira o motorista deve observar a posição da alavanca). Só a Renault não adota limpadores de pára-brisa em sentidos inversos, embora isso não comprometa sua área de varredura; o da Citroën varia o intervalo entre varridas de acordo com a velocidade do veículo.

Soluções mecânicas variam entre as três, tanto no motor quanto na suspensão e freios. Uma vantagem da Picasso é vir de série com bolsas infláveis frontais (como a Scénic) e laterais, estas exclusivas

Quanto à segurança passiva, a Picasso sai na frente pelas bolsas infláveis frontais e laterais de série -- a Renault oferece as laterais na Scénic francesa, mas preferiu dispensá-las na nacional. Na Zafira até mesmo as frontais são opcionais, revelando certo atraso da GM na disseminação desse item de proteção. Todos os lugares das minivans trazem cintos de três pontos, salvo o central do banco intermediário da Zafira, e encostos de cabeça. Continua

Comentário técnico
> O motor da Picasso, todo de alumínio, é de nova geração, com peso, atrito e consumo reduzidos em relação ao 2,0 16V conhecido do Xantia e do Xsara antigo. Até o diâmetro dos cilindros e o curso dos pistões (antes 86 x 86 mm, como na Zafira) foram modificados, passando a 85 x 88 mm.
> A Citroën divulga que a redução de potência -- de 137 cv do C5 e Xsara para 118 cv na minivan -- manifesta-se apenas acima de 5.000 rpm e que ele "se comporta como um verdadeiro 137 cv" em regimes inferiores.
> Suas relações de transmissão são curiosas: quinta marcha extremamente longa, 0,659:1, e diferencial bastante curto, 4,933:1. As demais marchas são também um pouco mais longas que nas concorrentes, mas o regime a 120 km/h em quinta é similar ao da Zafira (veja ficha técnica).
> Ainda quanto às relações de marcha, a Picasso é a que mais se aproxima da rotação de potência máxima ao atingir a velocidade final, faltando menos de 300 rpm. Nas demais o desajuste fica em torno de 500 rpm -- o que prejudica um pouco a velocidade máxima, mas não causa grande perda em veículos familiares como estes.
> A Scénic é a única com a tecnologia de alavancas roletadas para acionamento das válvulas (saiba como funciona), que colabora para a alta potência específica de 68,7 cv/l -- são 58 cv/l na Picasso e 56 cv/l na Zafira -- e o baixo consumo.
> As três usam a consagrada suspensão dianteira McPherson, mas as traseiras são distintas: eixo de torção com molas helicoidais na Zafira e braço arrastado com barras de torção na Picasso e Scénic. Em cada caso é seguido o modelo do automóvel de que derivam, mas com especificações diferentes.
> A Zafira pode vir com direção de assistência eletroidráulica, em que a bomba hidráulica é movimentada por motor elétrico e não por ligação mecânica ao motor, o que reduz o consumo de potência deste.

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