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Comparativo Completo

Os motores GM e Ford são brilhantes em distribuição de torque, fornecendo agradável resposta já na faixa de 1.500 a 2.000 rpm. O Fiat é mais lento nessa situação, mas sem comprometer -- e sobe de giro com um ronco agradável e esportivo, bem ao gosto italiano. O motor do HGT, aliás, não é usado no Brava ou no Marea europeus (há uma versão de 113 cv para eles), sendo restrito a esportivos como o Barchetta naquele mercado.

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O Astra tem ótima estabilidade, a melhor aceleração e o consumo mais
baixo em estrada, mas os três-portas estão desaparecendo deste segmento

Esse 1,75-litro é também mais suave em altos regimes do que os 2,0 dos concorrentes, sobretudo o do Astra. Neste falta rever o peso excessivo do acelerador, que parece estimular o dirigir econômico, mas causa desconforto. Já o nível de ruído é mais baixo no GM e no Ford, mas o do Fiat não incomoda em vista de seu perfil esportivo.

Mesmo menos potente, o Focus atinge a maior velocidade máxima: 205 km/h contra 200 do Brava e 198 do Astra. Influi certamente o acerto das relações de transmissão do Ford (saiba mais sobre técnica). Na aceleração de 0 a 100 km/h, contudo, a situação se inverte: 9,1 s no GM, 9,5 no Fiat e 9,8 no Ford, sempre de acordo com os fabricantes.

Consumo é um aspecto cada vez mais importante nestes tempos de gasolina a preços obscenos. O Brava exibe a melhor marca em cidade (10,1 km/l ante 9,6 do Focus e 9,4 do Astra), enquanto o Astra assume a liderança em circuito rodoviário (16,1 km/l, contra 15,2 do Brava e 14,2 do Focus). Esperava-se melhor resultado do Ford na estrada, em virtude da transmissão mais longa.

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O Brava é intermediário em desempenho e consegue a maior economia em cidade.
A suspensão mais firme do HGT permite bom comportamento em curvas

O câmbio do Focus 2,0 é diferente do 1,8 antes avaliado, trazendo como novidade a marcha a ré sincronizada, como a do Astra de 16 válvulas. Ironicamente, em ambos existe um anel-trava (desnecessário) que retarda o engate dessa marcha, eliminando a conveniência de se mover o carro para a frente e para trás rapidamente em uma manobra de estacionamento. No Brava a ré não é sincronizada, mas seu engate é direto e rápido, como uma sexta marcha.

À parte esse detalhe, os três oferecem bom comando de câmbio e respostas precisas de direção, especialmente rápida no Focus. Os volantes de quatro raios dele -- o único revestido em couro -- e do Brava são, porém, melhores que o de três do Astra. Só o Fiat usa freios traseiros a tambor, mas contam-se com frenagens seguras, boa resistência ao uso contínuo e calibragem correta do sistema antitravamento (ABS) em todos eles. O Ford é exclusivo no controle de tração, de pouca utilidade em um país sem neve como o nosso.

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Campeão em velocidade máxima, a suspensão do Focus merece
elogios pela notável combinação de conforto e estabilidade

Referência em comportamento dinâmico, o Astra foi desafiado pelo Focus -- e a disputa é das melhores. Ambos são muito precisos em curvas e não pregam más surpresas no motorista, enquanto o Brava (mesmo com calibragem mais firme na versão HGT) balança um pouco mais. Só que o GM e o Fiat são menos confortáveis nos pisos irregulares, que no Brasil são padrão, com o Ford surpreendendo pelo compromisso entre suavidade de rodagem e estabilidade. Nota 10 para o carro argentino.

Os três estão bem adaptados a nossas lombadas, passando sem ruídos na suspensão dianteira -- ao contrário de importados como Xsara e Neon, aos quais falta batente hidráulico nos amortecedores -- ou tendência a raspar a frente em média velocidade.

Ainda em segurança ativa, vale mencionar o retrovisor esquerdo convexo no Focus e no Brava e os faróis de duplo refletor no Fiat e no GM, enquanto o do Ford desliga o facho baixo ao ser ligado o alto. A propósito, este comutador no Focus permite acender os faróis já em alto, podendo ofuscar -- deveria ser como em carros franceses, que sempre começam pelo baixo. Faróis e luz traseira de neblina, assim como repetidores de luzes de direção nos pára-lamas, são de série nos três modelos.

Rodas de 15 pol, spoiler no Brava, faróis de neblina no Focus: estas versões de
topo trazem alguns adereços externos, mas não chegam a ser esportivas

Pela segurança passiva, todos oferecem bolsas infláveis frontais, mas só o Brava dispõe das laterais, sempre a custo extra. Já era hora desses fabricantes adotarem ao menos as frontais como item de série, o que a Renault faz desde o barato Clio RL 1,0. Astra e Focus trazem cintos de três pontos para todos os ocupantes (falta o traseiro central no Fiat) e o GM é exclusivo no sistema que desarma os pedais em caso de colisão, para não ferir as pernas do motorista. Mas é o único em que falta o encosto de cabeça para o quinto passageiro. Continua

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