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Comparativo Completo

Claramente mais áspero em média e alta rotação, o motor Honda vem combinado a um câmbio manual com relações bem curtas -- a quinta marcha, por exemplo, produz 6% mais rotações que a do GM. De quebra, seu acelerador é um tanto pesado. O resultado não poderia ser outro: a aspereza, o ruído e o esforço no pedal incomodam no tráfego rodoviário, onde o Vectra (apesar do acelerador não tão leve) demonstra as vantagens de sua maior cilindrada.

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Próximos em potência, mas não em torque, o Vectra (à esquerda) apresenta boa
vantagem em agilidade em baixa rotação e suavidade de funcionamento

A Honda não divulga no Brasil o desempenho e o consumo de seus carros, posição sempre lamentável, mas é possível estimar velocidade máxima e aceleração similares às do Vectra (193 km/h e 0-100 em 11 segundos, de acordo com a fábrica). A GM anuncia consumo urbano de 10,2 km/l e rodoviário de 14,5 km/l, sendo o Civic pouco mais econômico no uso prático, pelo que pudemos perceber.

A comparação dos índices de desempenho do Vectra 2,0 aos do 2,2 revela perda mínima em velocidade (apenas 2 km/h) e aceleração (0,4 s), o que soa muito estranho pelos 13 cv que se foram. Por outro lado, a marca declara números bem melhores que os do antigo 2,0-litros, produzido até 1998, o que é difícil de explicar (saiba mais). Em consumo, a vantagem é para o motor menor, com mais 0,7 km/l na cidade e 0,5 na estrada.

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Rodas de aço estampado de 15 pol equipam ambos; são carros de bom comportamento em curva, mas o rodar do Civic (à direita) ainda não é confortável como deveria

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O GM utiliza desde 2001 um câmbio da Getrag alemã (embora fabricado na Itália), em que a marcha à ré é sincronizada e fica ao lado da quarta, como no Astra 16V desde 1999. Seus engates são precisos, mas não muito macios, como os do Civic, cuja ré não tem sincronização mas é mais fácil de engatar: não existe o anel-trava utilizado pela GM, desnecessário por já haver trava interna no câmbio contra engate involuntário. Continua

Menor cilindrada, sem traumas
Quando se anunciaram novas alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em agosto último, logo começaram os rumores de que Vectra e Marea poderiam voltar a usar motores de 2,0 litros, para escapar da faixa tributada com mais sede pelo governo federal. Para os adeptos de grandes cilindradas não poderia ser pior, já que seus 2,2 e 2,4 são os maiores motores em automóveis nacionais.

Dirigir o relançado Vectra 2,0, no entanto, desfaz qualquer impressão negativa. O desempenho geral é bastante satisfatório, considerando-se que é um pacato carro familiar e que -- pelo menos na versão básica -- o modelo já não desfruta da aura de prestígio que o cercava em 1998, quando ocorreu a
substituição dos motores 2,0 pelos de 2,2 litros.
Para os mais exigentes, o motor maior permanece disponível com 16 válvulas, mas apenas dotado de câmbio automático, o que é uma pena.

Vale observar que a redução de cilindrada em busca de menor tributação é algo natural no mundo todo, não apenas em nossos carros de 1,0 litro. Na Europa, Mercedes-Benz e Maserati tinham versões de 2,0 litros de motores maiores (2,3 com compressor e 2,8 biturbo, nesta ordem), com potência semelhante, para países onde acima dessa cilindrada os impostos crescem muito, como Itália. Em Portugal há carros médios como Audi A4 com 1,6 litro e médios como Marea com 1,4 litro. E no Japão, onde não é preciso comprovar garagem para veículos de até 660 cm3, esses minicarros fazem grande sucesso.

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