Best Cars Web Site
Comparativo Completo

As relações de marcha do Peugeot foram encurtadas para o Brasil, de modo a privilegiar as retomadas, o que o deixou algo ruidoso em velocidades normais de viagem. Agora atinge a velocidade máxima em quinta, com o motor quase "cheio" (a 5.700 rpm, só 100 abaixo da maior potência). Mas a VW foi mais longe no encurtamento, tendo alterado o câmbio do Golf 2,0 no modelo 2002 sem a menor necessidade, a nosso ver, dado o alto torque em baixa rotação desse motor.

O motor 1,6 16V não deixa o Peugeot muito ágil, mesmo com o encurtamento da transmissão para o Brasil, mas dá conta do recado. Sua estabilidade é um destaque Clique para ampliar a imagem

Por esse motivo é que o carro nacional poderia ser um bom exemplo de câmbio 4+E, permitindo ao motorista escolher entre economia e silêncio (em quinta) ou agilidade nas retomadas (mantendo a quarta). Mas a VW preferiu exagerar nas relações curtas, levando-o o 5.800 rpm na velocidade máxima, um excesso de 600 rpm sobre a rotação do pico de potência. Quanto aos engates do câmbio, no Golf são muito bons, no 307 nem tanto (poderiam ser mais leves). Mas a marcha à ré deste é mais fácil de usar, ao lado da quarta e sem travas desnecessárias -- no VW a trava é essencial, pois sua posição é a mesma da primeira.

Embora similares em conceito (veja ficha técnica), as suspensões diferem em resultados. O Peugeot foi elevado em 3 cm e recebeu batente hidráulico nos amortecedores para rodar no Brasil, esta uma providencia que o 206 e os "primos" Xsara e Picasso também deveriam receber. Acabou ficando bastante apto a lombadas, ao contrário do VW, cujo protetor de cárter raspa com facilidade.

Clique para ampliar a imagem O conhecido motor 2,0-litros do VW esbanja torque em baixa rotação, mas as marchas ficaram curtas em excesso, gerando ruído, e passar por lombadas exige atenção acima do normal

Em contrapartida, o Golf é bem mais suave no rodar sobre pisos irregulares e ásperos, que deixam o 307 algo desconfortável. Concorre para a aspereza e o ruído de rodagem deste a escolha de pneus Continental assimétricos, com desenho claramente voltado ao escoamento de água, que também "cantam" com mais facilidade no uso vigoroso em curvas que os do concorrente (a medida 195/65-15 é a mesma). Mas os dois oferecem boa estabilidade e um comportamento previsível e seguro.

Freios a disco nas quatro rodas equipam ambos, só que no 307 são de série sistema antitravamento (ABS), distribuição eletrônica de pressão entre os eixos (EBD) e sistema mecânico de assistência adicional de frenagem; no Golf há apenas os dois primeiros recursos e pagos à parte. A direção do francês possui assistência eletroidráulica, sendo ambas bem calibradas para qualquer velocidade.

As suspensões do 307 não seguem mais a escola francesa, mas o carro tem boas soluções, como a direção eletroidráulica e um sistema mecânico de assistência adicional em frenagens de emergência Clique para ampliar a imagem

Em segurança ativa, novos pontos para o Peugeot pelos faróis e luz traseira de neblina, ajuste elétrico do facho dos faróis e acionamento do pisca-alerta em desacelerações intensas (a partir de 0,8 g). Ambos têm repetidores de luzes de direção nos pára-lamas e retrovisor esquerdo biconvexo, itens comuns na Europa e que deveriam equipar todo carro aqui; os faróis de duplo refletor com superfície complexa dos dois carros são bastante eficientes.

O 307 mantém a vantagem quanto à segurança passiva: vem de série com bolsas infláveis frontais, podendo-se desativar a do passageiro. Esses itens são opcionais no Golf -- a VW chegou a adaptar a linha de produção para produzi-lo sem as bolsas no Brasil, de modo a reduzir o preço da versão básica. Cintos de três pontos para todos os ocupantes vêm nos dois carros, mas falta ao Peugeot o encosto de cabeça do passageiro central. Continua

Avaliações - Página principal - e-mail

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados