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Também com
transmissão por cardã, a XJ trazia o turbocompressor montado sob o motor, o que alongava o percurso dos gases comprimidos até o sistema de admissão e, em conseqüência, ampliava o
turbo lag, o retardo de atuação do superalimentador. Seu efeito só era notado a partir das 6.000 rpm e, mesmo assim, a potência não surpreendia: 75 cv. Mesmo com 650 cm3, a XJ não conseguia andar junto com a CX 500 T.
A Yamaha então introduziu um conjunto Power-Up, composto por uma válvula de alívio recalibrada e um sistema que aumentava a contrapressão do escapamento do lado direito, este com o fim de melhorar o torque em baixa. Disponível sem custo para os proprietários do modelo 1982, tornou-se padrão para 1983, que ganhava também tanque um litro maior e garfo mais espesso.
A ciclística era seu maior problema. Mais simples e antiga que a da CX, adotava duas molas na suspensão traseira e a dianteira sem antimergulho, além de freio posterior a tambor (na frente, dois discos). Muito pesada (252 kg a seco), a Yamaha exigia 5,3 s na aceleração de 0 a 100 km/h e chegava a
203 km/h. Embora fosse mais confiável que o da Honda, seu motor não se entendia bem com o velho quadro da XJ de aspiração
natural, incapaz de lidar com o novo surto de potência.
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