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Carros do Passado

O fabuloso F40   O objetivo deste que ainda é um dos mais fabulosos carros-esporte já criados, 15 anos após seu lançamento, era ir às últimas conseqüências no conceito de carro de corridas para as ruas: espartano ao extremo, leve e potente, muito potente. Deveria propiciar ao motorista uma experiência inesquecível ao volante, o que significava ruído empolgante, precisão exemplar nos comandos e controle nos limites ideal para os pilotos mais habilidosos. E, para tirar a Porsche do topo, deveria ser mais veloz do que o 959.

A estrutura era 20% mais leve e 300% mais rígida que a do 288 GTO. E, como
em um carro de competição, não havia controle de tração, ABS ou mesmo servo-freio

Partindo da base estrutural do 288 GTO, um tradicional chassi tubular, a Ferrari criou uma carroceria leve e rígida, usando largamente resina impregnada de fibra de carbono. Em comparação ao GTO, o peso foi reduzido em 20%, mas a rigidez foi aumentada em 300%. Dentro dele, nem mesmo tapetes decoravam o assoalho: tudo era fibra de carbono aparente, como em carros de corrida.

De início, nem travas externas e vidros que sobem e descem eram oferecidos, substituídos por janelas corrediças de plástico -- apenas o necessário para pagar o pedágio. Dentro da porta não havia maçaneta; para abri-la puxava-se uma cordinha pendurada. Os "capôs" dianteiro e traseiro eram tão leves e frágeis que deviam ser abertos por duas pessoas, uma de cada lado. Quando abertos, deixavam expostas as entranhas do carro. A única concessão ao conforto era o ar-condicionado. Sistema de áudio, nem uma abertura vazia; a música viria de trás dos ombros do feliz motorista. Espaço para malas, então, nem pensar.

Nenhuma sofisticação no interior: tudo era aparente e rústico, em busca do menor peso. As versões iniciais chegavam a dispensar janelas descendentes e travas nas portas

O F40, como seu inimigo 959, não merece bem o adjetivo de belo. Ambos os carros tinham objetivos muito focados para se distraírem com tais frivolidades. Como derivavam de outros carros, também, precisavam conciliar suas necessidades específicas com uma área envidraçada já existente, criando vários compromissos de estilo. Mas o F40 tem todo o drama visual necessário a um supercarro, e causa forte impressão quando visto nas ruas.

As suspensões, como em todo bom Ferrari moderno, usavam braços triangulares sobrepostos nas quatro rodas. Os enormes discos de freio ventilados tinham a superfície de contato feita de ferro fundido, mas aparafusada a uma parte central de liga de alumínio, para reduzir a massa não-suspensa. Não contavam com sistema antitravamento (ABS) e nem mesmo servofreio, para maior sensibilidade, menor complexidade e menor peso. As rodas enormes calçavam pneus Pirelli P-Zero assimétricos e direcionais, de perfil muito baixo, e a transmissão era ZF de cinco marchas, com seu próprio radiador de óleo.
Continua


Em escala
É fácil encontrar o F40 em escalas e de fabricantes variados. A italiana BBurago, como não poderia deixar de ser, fabricou tanto a versão de rua quanto a que competiu na 24 Horas de Le Mans em 1995, em escala 1/18. É possível comprar o Ferrari já montado ou montar o kit, que é simples mas de boa qualidade. Outro fabricante que o oferece, já montado, é a Hot Wheels, em escala 1/43.

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