Best Cars Web Site
Carros do Passado

Nenhum sistema eletrônico de controle sobre o veículo foi adotado -- talvez para provocar ainda mais a Porsche, que encheu deles seu 959. O motor estava em posição central-traseira e a tração era somente nas rodas posteriores, contando apenas com diferencial autobloqueante para assegurar tração nas curvas tomadas com vigor. Uma decisão sábia da Ferrari, que desta forma diferenciava ainda mais o F40 do 959.

Do controle exato por motoristas experientes ao som inesquecível do motor a mais de 7.000 rpm, tudo no F40 foi pensado para os entusiastas. Um Ferrari que nunca será esquecido Clique para ampliar a imagem

Enquanto o Porsche transformava toda sua potência em tração, o Ferrari teria sempre mais potência do que seus largos pneus traseiros poderiam agüentar. Enquanto um era um triunfo da capacidade de tração sobre a potência do motor, o outro era o inverso. Por isso, o 959 é sem dúvida o carro mais seguro, mas o Ferrari é certamente o mais violento e divertido dos dois. 

Dois turbos e 478 cv   Como não poderia deixar de ser em se tratando de Ferraris, o motor era o aspecto dominante do veículo. Neste ponto, a Ferrari não ficava devendo tecnologia a ninguém. Partindo novamente do 288 GTO, o propulsor do F40 foi todo retrabalhado. Tratava-se de um compacto V8 a 90 graus, todo de alumínio, com duplo comando nos cabeçotes e quatro válvulas por cilindro.

Livre da necessidade de competir no Grupo B da FIA, em relação ao GTO o diâmetro foi aumentado e curso reduzido: de 80 x 71 mm para 82 x 69,5 mm, de forma que a cilindrada aumentasse (de 2.855 para 2.936 cm3), bem como a insensibilidade a altas rotações. As 32 válvulas eram ocas para reduzir a massa, os pistões ganhavam jatos de óleo por baixo, para refrigeração, e o virabrequim e as bielas eram reforçados.

A pressão dos turbos aumentava de 0,8 kg/cm2 no GTO para 1,1 no F40. Os dois IHI refrigerados a água, iguais aos do GTO, sopravam por resfriadores de maior capacidade e contavam com um sistema de injeção bem mais sofisticado, da Weber-Marelli, seqüencial e com dois injetores por cilindro. O coletor de novo desenho abrigava nada menos que oito borboletas de admissão. Tudo isso para gerar 478 cv, às mesmas 7.000 rpm do GTO, e um torque de 58,8 m.kgf a 4.000 rpm: o bastante para atingir 324 km/h e acelerar de 0 a 100 em 3,8 s, de acordo com a marca.

O motor: dois turbos, injeção sofisticada, 32 válvulas ocas, 478 cv a 7.000 rpm. Apesar do altíssimo desempenho -- 324 km/h, segundo a Ferrari --, podia ser dirigido com moderação

Este propulsor tornou-se no F40 um dos mais viscerais, vocais e carismáticos já criados. Não era tão musical quanto o velho V12 do 250 GTO original, mas uma verdadeira orgia sonora: turbos soprando, válvulas diversas espocando, comandos metralhando, admissão rugindo e escapamentos berrando freneticamente. Ninguém podia conversar dentro de um F40 dirigido do modo para o qual foi criado. Definitivamente, um carro para iniciados -- mas que podia ser dirigido com calma, pois docilidade era um dos seus pontos altos. Continua

Nas pistas
O F40 participou da 24 Horas de Le Mans, lendária prova francesa de longa duração, em 1995 e 1996. No primeiro ano, o melhor colocado foi o carro de Michel Ferté, Olivier Thévenin e Carlos Palau, em 12°. Os demais ficaram em 18°. e 40°. lugares.

Em 1996, quatro unidades competiram pela equipe italiana Ennea. Conseguiram o 35°., 39°., 42°. e 46°. lugares, entre 48 carros que terminaram a prova.

Carros do Passado - Página principal - e-mail

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados