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Enquanto o Porsche transformava toda sua potência em tração, o Ferrari teria sempre mais potência do que seus largos pneus traseiros poderiam agüentar. Enquanto um era um triunfo da capacidade de tração sobre a potência do motor, o outro era o inverso. Por isso, o 959 é sem dúvida o carro mais seguro, mas o Ferrari é certamente o mais violento e divertido dos dois.
Dois
turbos e 478 cv Como não poderia deixar de ser
em se tratando de Ferraris, o motor era o aspecto dominante do veículo. Neste ponto, a Ferrari não ficava devendo tecnologia a ninguém. Partindo novamente do 288
GTO, o propulsor do F40 foi todo retrabalhado. Tratava-se de um compacto V8 a 90 graus, todo de alumínio,
com duplo comando nos cabeçotes e quatro válvulas por cilindro.
Livre da necessidade de competir no Grupo B da FIA, em relação ao GTO o diâmetro foi aumentado e curso reduzido: de 80 x 71 mm para 82 x 69,5 mm, de forma que a cilindrada aumentasse (de 2.855 para 2.936 cm3), bem como a insensibilidade a altas rotações. As 32 válvulas eram ocas para reduzir a massa, os pistões ganhavam jatos de óleo por baixo, para refrigeração, e o virabrequim e as bielas eram reforçados.
A pressão dos turbos aumentava de 0,8 kg/cm2 no GTO para 1,1 no F40. Os dois IHI refrigerados a água, iguais aos do GTO, sopravam por
resfriadores de maior capacidade e contavam com um sistema de injeção bem mais sofisticado, da Weber-Marelli, seqüencial e com dois injetores por cilindro. O coletor
de novo desenho abrigava nada menos que oito borboletas de admissão. Tudo isso para gerar 478 cv, às mesmas 7.000 rpm do
GTO, e um torque de 58,8 m.kgf a 4.000 rpm: o bastante para atingir 324
km/h e acelerar de 0 a 100 em 3,8 s, de acordo com a marca.
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