

Ar-condicionado automático
vem apenas no Privilège; o rádio/CD com MP3 e comandos junto ao volante
pode equipar também o Expression


Os bancos bem-acabados são
confortáveis na frente, mas atrás falta espaço sobretudo para a cabeça;
nesse ponto o Logan é bem superior
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Embora renovado na aparência,
todo o ambiente interno remete ao do Clio, com posição de dirigir
agradável e instrumentos de fácil leitura
Ao volante
Desde o Clio, mas especialmente do Logan para cá, a Renault tem feito
carros que agradam mais ao volante do que pode parecer à primeira vista.
E o Symbol não foge a essa regra. Projetado para as condições das ruas e
estradas brasileiras e de outros países latino-americanos e asiáticos, o
novo modelo da Renault passa realmente impressão de robustez. Mas não
só. O teste de imprensa, de cerca de 80 quilômetros por estradas
asfaltadas da região de Curitiba, PR com a versão Privilège, comprovou
outras qualidades do modelo, como o nível de conforto de marcha e o
silêncio de rodagem.
O motor flexível de 1,6 litro e 16 válvulas, bem conhecido de toda a
linha Renault, logo se faz notar. Com potência de 110 cv e torque de
15,2 m.kgf (abastecido com gasolina) e 115 cv/16 m.kgf (com álcool),
mostra-se bem elástico, com boa disposição para acelerar e
retomar velocidade desde baixa rotação. Contribui para isso o baixo peso
do carro, 1.045 kg, ante 1.111 kg do Logan de mesmo motor. Segundo a
fábrica, o sedã pode chegar a 186 km/h (gasolina) e 187 km/h (álcool) e
acelerar de 0 a 100 km/h em 10,1 e 9,9 segundos, na ordem. Trabalhando
em conjunto com o câmbio manual de cinco marchas produzido no Chile, o
mesmo do Clio, o Symbol apresentou retomadas de velocidade vigorosas.
Não está prevista opção de motor de 1,0 litro, que fica restrita ao
Logan.
Equipado com a mesma suspensão do Clio — do tipo McPherson na dianteira
e por eixo de torção na traseira —, o Symbol é firme rodando sobre pisos
irregulares, mas apresentou desagradável sensação de leveza e
instabilidade em curvas de alta velocidade. Já a direção mostra boa
relação entre maciez e firmeza e o volante tem excelente empunhadura. Os
freios são eficientes e oferecem ABS opcional, recurso de
segurança ativa nem sempre presente nos
sedãs compactos à venda no Brasil. O sistema utilizado no Symbol é Bosch
8.0, de última geração, e conta com
distribuidor eletrônico da força de frenagem. O equipamento
tem custo adicional de R$ 1.500.
Segmento
competitivo
Segundo a Renault, a participação dos modelos na configuração sedã
compacto no mercado brasileiro passou de 4% em 2000, ano do lançamento
dessa opção para o Clio, para 16,7% em 2008. E pelo que diz Maristela
Castanho, diretora de Planejamento de Produto da Renault, pode-se
concluir que os consumidores de veículos desse segmento estão focados
não só no bem-estar da família, mas também em mostrar essa condição aos
vizinhos. "São clientes exigentes, que querem status, valorizam a
estética e zelam pela imagem", afirma.
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