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O ELX tem as mesmas novidades
por fora e pode, como opcionais, receber defletor traseiro, saias
laterais e as rodas de alumínio de 14 pol que antes vinham no 1.8R


Ganho aqui, perda ali: três
encostos de cabeça traseiros são de série, mas o painel do ELX adota
mostrador de combustível digital e pior posição para o pisca-alerta |
Talvez o ponto mais polêmico da mudança, a traseira dispensa associações
com as três edições passadas do Palio. As lanternas são horizontais,
mais baixas e arredondadas, com um elemento circular principal que
parece pertencer a um Volkswagen. A Fiat poderia ter ousado mais nessa
área, em que o Palio lembra modelos inexpressivos em estilo e já
antigos, como o primeiro Clio e o Peugeot 106. Duas mudanças comuns em
reestilizações também aconteceram: o vidro deixa de chegar às
extremidades da tampa e a placa de licença, que já esteve no pára-choque
e havia subido para a tampa, voltou a descer. No 1.8R o estepe mais
volumoso fez diminuir o espaço de
bagagem de 290 para 275 litros.
O interior
Se foi ampla
por fora, a reforma economizou por dentro: é a primeira vez em que o
painel não muda, embora continue atual. O que a Fiat perdeu foi a
oportunidade de corrigir os inadequados difusores de ar em posição
baixa, que não conseguem refrigerar a parte superior da cabine.
Mudanças, poucas: apoio de braço central para o motorista, porta-óculos
e, no ELX, comandos reposicionados e novos instrumentos.
O quadro de mostradores anterior deu lugar a um mais simples, com o
velocímetro no centro, conta-giros menor e a indicação de combustível no
mesmo mostrador de cristal líquido do computador de bordo, à direita. É
curioso a Fiat adotar um recurso que GM e Ford abandonaram no Celta e no
Fiesta, depois de anos de críticas... Ao menos o mostrador tem 16 barras
para uma indicação mais precisa.
Comandos que ficavam no painel agora vêm na coluna de direção (o do
pisca-alerta, que ficou menos acessível em emergências e longe do
alcance do passageiro) ou em suas alavancas (os de computador de bordo,
configurador de funções e faróis de
neblina). No 1.8R o quadro e os comandos são os mesmos de antes. Também
não mudou o volante, salvo pela opção de revestimento em couro nas duas
versões. Mas a tampa traseira perdeu o revestimento interno plástico e a
cobertura da bagagem deixou de ser acarpetada.
Como também já é habitual, estilo e mecânica no Palio não mudam ao mesmo
tempo: tudo continua igual sob o capô. Só os pneus têm novas medidas:
175/65-14 no ELX de 1,0 litro (em vez de 165/70-13), 185/60-14 no ELX
1,4 (eram 175/65-14) e inéditos 185/60-15 no 1.8R (antes 185/60-14). O
pequeno aumento de diâmetro neste último, cerca de 3%, não exigiu
alterações nas relações de marchas e diferencial.
O resultado não poderia ser outro: dirigido em Natal, RN durante a
apresentação à imprensa, o Palio mostrou-se o carro já conhecido em seus
atributos e defeitos. O motor de 1,4 litro tem desempenho bem aceitável,
com torque disponível desde baixas rotações, e o 1,8 cativa pelo mesmo
motivo. Em alta rotação nota-se a aspereza do motor menor, que em 2006
já havia sido reduzida no 1,8. As duas versões diferem também na
calibração da suspensão, um tanto macia na ELX (com certo prejuízo à
estabilidade) e firme na 1.8R, como convém a um esportivo.
Continua |