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O Prisma Joy: acabamento mais simples e rodas de 13 pol por um preço interessante, a partir de R$ 30 mil

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O porta-malas para 439 litros supera até o do novo Corsa, mas fica atrás dos três concorrentes mais diretos

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O motor 1,4 tornou-se flexível e ganhou melhorias que elevaram potência e torque: com álcool são 97 cv e 12,9 m.kgf, resultados muito bons para a cilindrada

Como o peso aumentou pouco, de 870 para 905 kg (mais 4%), é fácil supor que o Prisma seja um carro muito rápido. Mas é de se conjeturar: se não há diferença de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 2,0 litros, não seria o caso de a GM ter partido logo para o motor 1,6 com esses avanços? A resposta talvez seja o receio de concorrência interna com o Corsa 1,8, que pesa bem mais e tem 112/114 cv.

Quanto custa   Os preços do Prisma são atraentes. As versões Joy e Maxx seguem o padrão das linhas Corsa e Meriva, não o de Celta e Classic. A primeira, bem simplificada, tem preço sugerido de R$ 30 mil. Se vier com ar-condicionado, sobe para R$ 33.690; mais a direção assistida hidráulica e passa a R$ 35.690. Traz conta-giros, relógio digital, ar quente e desembaçador do vidro traseiro. A Maxx, que em configuração básica adiciona direção assistida e rodas de aço de 14 pol, tem preço de R$ 32.240. Com ar-condicionado, o único opcional, vai R$ 35.940. Itens como controle elétrico dos vidros e travas, sistema de áudio, rodas de alumínio, saias e defletores e faróis de neblina são acessórios para instalação nas concessionárias.

Os concorrentes diretos são fortes: Fiesta Sedan 1,6, R$ 35.890; Siena ELX 1,4, R$ 35.230; e Clio Sedan Expression 1,6 16V, R$ 38.080, que já traz duas bolsas infláveis e motor de 110/115 cv (o do Ford desenvolve 105/111 cv). O Siena, de mesma cilindrada que o Prisma, é que fica para trás com 80/81 cv — mas os ítalo-mineiros já devem estar com uma solução a caminho, em silêncio... O francês por enquanto será o osso mais duro de roer, com potência bem superior e o maior porta-malas. Os demais também podem ter bolsas infláveis e freios antitravamento (ABS), não disponíveis no carro da GM.

O interior do Prisma não apresenta grandes novidades em relação ao atual Celta 1,4 — que evoluiu bastante em relação aos anteriores —, a não ser por frisos internos prateados nas portas. Mas o volante fortemente enviesado para a direita continua saltando à vista e bem poderia ter sido corrigido agora. Não que não dê para dirigir normalmente, mas sem dúvida não é boa engenharia. Também seria conveniente haver ajuste de altura do banco do motorista. O espaço interno é igual ao do Celta, uma vez que as mudanças na carroceria se resumem à traseira. A distância entre eixos é a mesma, 2,44 metros.

Como é andando   O motor, como 1,4, é mesmo brilhante. Muito elástico, traciona bem o veículo em qualquer situação. Em relação ao Celta de mesma cilindrada, a única mudança no câmbio foi alongar o diferencial de 3,94 para 3,74:1 (5,1%), por conta de maiores potência e torque. Só que a rotação de potência máxima subiu 500 rpm e desse modo chega-se a uma situação de conflito: o motor não atingirá essa rotação em quinta, que fica 300 rpm abaixo. Além disso, a 120 km/h, velocidade de auto-estrada, o giro é superior a 3.800 rpm, longe de ser confortável. Continua

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