

Saias e defletores, rodas de
alumínio e vários itens internos, como alarme e controle elétrico de
vidros, podem ser aplicados ao Prisma nas concessionárias |
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| MOTOR
- transversal, 4 cilindros em linha; comando no cabeçote,
2 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 77,6 x 73,4 mm.
Cilindrada: 1.389 cm3. Taxa de compressão: 12,4:1. Injeção
multiponto seqüencial. Potência máxima: 89 cv (gas.) e 97 cv (álc.) a 6.200 rpm. Torque máximo:
12,4
m.kgf (gas.) e 12,9 m.kgf (álc.) a 3.200 rpm. |
| CÂMBIO
- manual, 5 marchas; tração dianteira. |
| FREIOS
- dianteiros a disco ventilado; traseiros a tambor. |
| DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência hidráulica. |
| SUSPENSÃO
- dianteira, independente McPherson; traseira, eixo de torção. |
| RODAS
- 5,5 x 14 pol; pneus, 175/65 R 14. |
| DIMENSÕES
- comprimento, 4,127 m; largura, 1,645 m; altura, 1,463 m;
entreeixos, 2,443 m; capacidade do tanque, 47,8 l; porta-malas,
439
l; peso, 905 kg (935 kg com ar-condicionado). |
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O
desempenho geral satisfaz bastante. Dados de fábrica indicam aceleração
0-100 km/h em 10,6 segundos com álcool e 11,0 s com gasolina. A retomada
80-120 km/h em quinta mostra o fôlego do motor: 13,6 e 14,4 s,
álcool/gasolina, mesmo com quinta um pouco longa, como já comentado. A
velocidade máxima também é convincente, 178 e 184 km/h, na mesma ordem.
Para comparação, o Celta 1,4 (que permanecerá só a gasolina, diz a GM)
tem 0-100 km/h em 12,3 s, 80-120 km/h em 16,7 s e máxima de 161 km/h. O
ganho de 23 km/h com apenas 12 cv a mais, entre o Celta a
gasolina e o Prisma com álcool, é que parece otimista demais.
A GM divulga também melhora apreciável em consumo de combustível. No
Prisma, 13,3 e 18,5 km/l, cidade/estrada, com gasolina; álcool, 9,3 e
13,3 km/l. No Celta, 11,7 e 15,9 km/l na mesma ordem. Um problema notado
no percurso de cerca de 150 quilômetros para avaliação, e que fábrica
pode resolver facilmente, é a rotação-limite por corte de injeção ficar
apenas 100 rpm acima do regime de potência máxima. Numa ultrapassagem
mais apertada que precise de toda a potência, o corte é desconcertante e
pode ser perigoso.
O Maxx, com pneus 175/65-14, mostrou equilíbrio adequado nas curvas. No
Prisma a altura de rodagem aumentou 10 mm e nota-se leve diminuição da
resposta de direção, mas nada que preocupe (a GM fará o mesmo no Celta
1,4). Inclusive ficou melhor para o inferno que são as lombadas, mas
preferíamos a altura original.
Continuando com a sistemática iniciada com o Celta em 2000, o
proprietário do Prisma tem um vasto leque de acessórios aprovados pela
GM, que não implicam perda de garantia, à disposição na rede de
concessionárias e pontos de venda Chevrolet. Entre eles controle
elétrico dos vidros dianteiros e traseiros
um-toque com antiesmagamento, travas
elétricas, alarme com controle remoto, capas de pedais esportivas,
auxílio de estacionamento, direção
assistida (para quem tenha comprado um Joy sem o equipamento), faróis de
neblina e rádio/CD com MP3.
O Prisma tem condições para vir a constituir um sucesso de vendas. Seu
desenho é bem-resolvido e tem a "cara" Chevrolet, o que deverá atrair os
admiradores da marca. Há detalhes fáceis de resolver, como as faltas da
faixa degradê no pára-brisa, do bate-pé no carpete na região dos pés do
motorista e de melhor pintura nas partes internas do cofre do motor e
porta-malas (vêm em primer), que passa a idéia de produto de
segunda categoria. O novo Chevrolet merece. |