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No interior, detalhes como o aro cromado e o sistema Optitron adicionam requinte ao painel igual ao picape; o banco traseiro tem bom espaço, conforto adequado e pode ser reclinado; é ampla a capacidade de bagagem

Ao entrar no SW4 (tarefa facilitada pelo estribo de série), cativa a sensação comum nos recentes Toyotas, de aparência moderna somada a um acabamento bem-feito. Muitos se surpreenderão com a cor bege-clara do interior, a única disponível, tanto no tecido e no couro dos bancos quanto nos plásticos: a marca resolveu apostar, já que o mercado nacional tem clara preferência por preto e cinza. Em nossa opinião, leva nota 10 pela iniciativa: o resultado é muito agradável e sai da mesmice. O único ponto negativo é que o bege não cai tão bem no veículo prata — mas fica ótimo com preto, champanhe, vinho e verde escuro, que se somam ao branco na gama disponível.

Para o motorista, a sensação é de estar no picape Hilux, com boa posição de dirigir (mas que pede ajuste de profundidade do volante) e um painel moderno e bem-desenhado. Mas o SW4 traz detalhes que agregam requinte: um anel cromado no velocímetro, iluminação Optitron dos instrumentos (sempre ligada e com ótima legibilidade, como no Corolla SE-G e nos Lexus) e ar-condicionado automático. Acima do sistema de áudio está o computador de bordo, exclusivo do modelo, dotado de bússola e indicação de consumo no padrão usual aqui (km/l). Há um porta-óculos central no teto, luzes de aviso para atar cintos (também para o passageiro, pois o banco tem sensor de presença) e bons locais para objetos.

Um ponto que gerava expectativa era o banco traseiro, em geral sacrificado em utilitários esporte pelo assoalho muito alto. Pois o SW4 agrada, com um assento elevado que evita esse desconforto e bom espaço para pernas, ombros e cabeça. Até o passageiro central fica bem acomodado (exceto pelo túnel central no piso), apesar de haver apoio de braço em seu lugar. Continua

Tração nas quatro, o tempo todo
Assim como seus "irmãos" RAV4 e Land Cruiser Prado, o novo SW4 deixa de lado a tração integral temporária, em que o acionamento das rodas dianteiras só deve ser feito em pisos de baixa aderência, como terra e lama. Nesse tipo de tração, fazer uma manobra apertada em modo 4x4 leva a atritos e até ao risco de quebra da transmissão, caso os pneus não possam arrastar o bastante para compensar a diferença de rotação entre cada um.

O novo utilitário esporte usa um sistema permanente com diferencial central Torsen, que trabalha com diferentes repartições de torque entre os eixos, conforme as condições de uso. Em linha reta e piso aderente, como asfalto, a divisão é de 40% às rodas dianteiras e 60% às traseiras. Mas pode chegar a 29:71, quando se entra em uma curva sob aceleração, ou se reverter a 58:42, ao desacelerar também em curva. Tudo de forma automática e imperceptível para a maioria dos motoristas. Já no sistema temporário a divisão não pode ser outra que 50:50, pois não existe o diferencial central que a altera.

Como há situações em que a repartição meio a meio funciona melhor, a alavanca no console tem o modo HL, ou high/lock (alta/bloqueio), em que o diferencial central é travado e o sistema trabalha como a tração temporária. Se necessário, para obter maior força em baixa velocidade, pode-se passar ao modo LL, ou low/lock (baixa/bloqueio), que aciona a reduzida e mantém o diferencial inativo.

Com o sistema permanente do SW4 — similar ao do Pajero Sport, mas bem superior ao temporário de Blazer e XTerra —, há o benefício de rodar sobre diferentes superfícies sem precisar ligar e desligar a tração suplementar. Pode-se, por exemplo, fazer um retorno com esterçamento total em um trecho de asfalto, em 4x4, sem riscos à transmissão. Mesmo para quem — como a maioria dos compradores desses veículos — não vai ao fora-de-estrada, há a vantagem de contar com melhor tração em situações do cotidiano, como ao arrancar em subidas ou contornar esquinas com piso molhado. E a repartição variável de torque tende a melhorar o comportamento em curvas, a conferir na futura avaliação completa. Depois de se acostumar ao sistema permanente, o temporário parece coisa do passado.

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