


O silencioso motor
turbodiesel de 163 cv tem desempenho adequado e não incomoda pelo ruído;
a suspensão traseira própria mostrou conforto adequado em pisos
irregulares, mas não em lombadas |
Em
relação ao modelo anterior, a largura interna cresceu 95 mm, e o
comprimento útil, nada menos que 365 mm. Bom recurso é o banco traseiro
bipartido (60/40) com reclinação independente, bem-vindo para se relaxar
em viagens. A capacidade de bagagem, de 900 litros até o teto (não foi
informada até a altura das janelas), pode chegar a 1.730 l com o
rebatimento do banco. Uma cobertura enrolável ajusta-se à posição do
encosto traseiro, não deixando brecha para se ver o conteúdo, mas o
vidro traseiro poderia ter abertura separada da tampa, como em alguns
modelos do gênero. O estepe fica por baixo do chassi e vem com roda de
alumínio como as demais.
Conforto
ao rodar
Já se esperava bom desempenho do SW4 com o motor mais potente entre os
aplicados ao Hilux, o turbodiesel de 3,0 litros, 163 cv e 35 m.kgf de
torque. Dos mais modernos da categoria, possui
turbocompressor de geometria variável,
injeção eletrônica de duto único,
duplo comando e quatro válvulas por cilindro. Seu funcionamento suave e
silencioso, em contraste com o ruidoso e áspero 2,8-litros dos
concorrentes da GM e da Nissan (não pudemos avaliar o da Mitsubishi, que
não dispõe de veículos para a imprensa), combina bem com a proposta do
novo modelo. Uma versão a gasolina, porém, teria seus apreciadores — lá
fora existe um convincente 2,7-litros de 16 válvulas e 160 cv.
Avaliado com o câmbio automático de quatro marchas, que deverá ser o
mais vendido, o utilitário mostrou desempenho adequado, mas sem
impressionar. O acréscimo de peso em relação ao picape de cabine dupla
(100 kg) é notado nas acelerações, mas há relativa desenvoltura e, mais
importante, o motor jamais incomoda pelo ruído e vibração, mesmo quando
levado ao regime máximo, pouco acima de 4.000 rpm.
Continua |