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Um sinal do sensor de oxigênio (sonda lambda), que identifica a nova mistura ar-combustível (mais álcool, mistura mais pobre, mais gasolina, mistura mais rica), é enviado para ele para que ajuste quantidade e tempo de injeção. A unidade de controle otimiza então o avanço de ignição do motor para cada mistura por intermédio da leitura do sensor de detonação.

Clique para ampliar a imagem A liberdade de escolha, estampada na tampa do tanque, pode trazer vantagem razoável no custo por quilômetro em tempos de álcool barato como agora

Entre as alterações, o Corsa 1,8 traz nova taxa de compressão, outra bomba de combustível (como a dos carros só a álcool), novo sensor de oxigênio (agora é aquecido), sistema de partida a frio, bicos injetores com maior vazão, além do ECM, desenvolvido pela Delphi. Aliás, também chamou a atenção, no lançamento, a ênfase que a fabricante deu para o fornecedor do sistema eletrônico MultiFuel — a Delphi o desenvolveu em conjunto com a Powertrain, associação entre General Motors e Fiat para fabricar motores e transmissão.

Vantagem para o álcool   Divulgados pela GM, os dados de desempenho favorecem o álcool. Com ele, o Corsa hatch acelera de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e chega à velocidade de 184 km/h. Quando abastecido apenas com gasolina, esses números mudam para 10,6 s e 182 km/h, mas ainda são melhores que os do motor anterior (10,9 s e 179 km/h).

O sistema de análise do combustível utilizado, desenvolvido pela Delphi, é a grande novidade, mas há outras como a taxa de compressão elevada para 10,5:1 Clique para ampliar a imagem

Não há mudança nas relações de marcha, que permanecem longas e agradáveis, mas se nota maior (ainda maior) aspereza de funcionamento, em razão da taxa mais alta, o que já era o ponto crítico do motor 1,8. Rodando com gasolina, o Flexpower chega a consumir mais que a versão anterior, o que é difícil de entender diante da maior taxa.

Como é de se esperar, com álcool o carro fica mais "gastão" (o combustível requer um volume 46% maior para o mesmo nível de energia do que a gasolina): percorre 7,6 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Como o tanque permanece de 44 litros, o usuário terá problemas ao usar apenas o combustível vegetal, pois não passará de 440 quilômetros de autonomia em estrada (com 10% de margem de segurança). Isso se os valores de fábrica se confirmarem, o que raramente acontece.

Na traseira, a única identificação externa do Corsa 2004, que naturalmente não vem com os adesivos com que foi divulgado à imprensa

A gasolina faz o consumo ser melhor: 11 km/l na cidade e 16,3 km/l na estrada (650 km de autonomia, com margem). Mas, como o combustível custa bem mais, é preciso comparar os custos por quilômetro rodado para saber qual sai por menos ao final das contas. Multiplica-se o preço por litro da gasolina por 0,7: se o resultado ficar acima do preço do litro do álcool, deve-se usar este último; caso contrário, gasolina.

A diferença de densidade entre os dois combustíveis leva a uma incorreção nas indicações do marcador de nível do tanque, mas "é muito pequena e não interfere na marcação de consumo" segundo Pedro Manuchakian, diretor-executivo de engenharia da General Motors LAAM (América Latina, África e Oriente Médio).
Continua

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