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Os últimos serão...

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...os melhores, promete a Ford, mas o Fiesta 1,0 em versão
Flex continua a provar que o motor é inadequado ao carro

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

O primeiro carro nacional com motor flexível em combustível a ser apresentado como protótipo — o Fiesta, em 2002 — foi, ironicamente, o último de sua categoria a receber esse recurso entre as versões de 1,0 litro. Só agora, quase dois anos depois de sua adoção no motor 1,6, a tecnologia que permite rodar com gasolina e/ou álcool chega ao Fiesta de menor cilindrada, que a Ford apresentou à imprensa em Camaçari, BA, onde é produzido.

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Apenas o logotipo Flex na traseira identifica a
mudança: depois de quatro anos, caberia algo mais

No caso do Fiesta 1,6 o fabricante compensou a demora com um melhor acerto do propulsor em relação aos dos concorrentes, sobretudo com a taxa de compressão (12,3:1) mais alta até hoje entre os motores flexíveis acima de 1,0 litro. A versão lançada agora vai ainda mais longe em taxa (12,8:1), o que é possível por suas menores câmaras de combustão, mas já não é o "número um" nesse quesito: mesmo que a Ford tenha usado um valor desatualizado em sua apresentação aos jornalistas, o fato é que há quase um ano a Volkswagen chegou a 13:1 no motor 1,0 do Gol e do Fox.

Como se sabe, a taxa elevada favorece desempenho e consumo, mas exige cuidados para afastar o risco de detonação. Como o 1,6, o 1,0 Flex traz injeção de óleo sob os pistões e controle eletrônico da temperatura do líquido de arrefecimento, de modo a trabalhar com médias diferentes: 103°C com álcool, 97°C com gasolina ou pontos intermediários em caso de mistura de combustíveis.

O motor recebeu ainda câmaras d'água maiores para melhor refrigeração, sensores de detonação (um por cilindro), comando de válvulas com abertura e cruzamento maiores, novas válvulas, sistema de escapamento de aço inoxidável com menor contrapressão (agora são dois abafadores, antes um só) e, claro, sistema de partida a frio com gasolina, que é usada também durante o funcionamento nessa fase se necessário.

Com esse pacote de mudanças, a Ford elevou a potência de 66 cv (motor anterior) para 71 cv (gasolina) ou 73 cv (álcool), e o torque, de 8,87 para 9,12 e 9,28 m.kgf, na mesma ordem. Embora o ponto de torque máximo tenha subido para altas 4.750 rpm, a fábrica informa que no pico do motor antigo (2.750 rpm) o novo também oferece mais: 9,09 m.kgf com gasolina e 9,21 com álcool, ou seja, quase o valor total. Portanto, houve ganho mesmo em baixos e médios regimes — a apenas 1.500 rpm já aparecem 88% do torque máximo.

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Há alguma melhora em agilidade, mas o peso ainda
é excessivo para o que o motor de 1,0 litro pode fazer

O fabricante, estranhamente, não divulga mais os dados de desempenho (com o motor antigo eram 150 km/h de velocidade máxima e 18,2 segundos de 0 a 100 km/h) e admite um ligeiro aumento de consumo de gasolina (veja tabela comparativa), inesperado diante do trabalho realizado no motor. Dirigido por cerca de 60 quilômetros em estradas e ruas de Camaçari, o Fiesta sedã revelou ligeiro ganho de agilidade, mas ainda insuficiente, já que o desempenho anterior era dos piores entre os carros nacionais. Continua

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Data de publicação: 24/8/06

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