Quem optar pelo S10 turbodiesel leva também maior capacidade de carga (1.000 kg contra cerca de 800 kg das versões a gasolina), imposição da legislação brasileira para uso do combustível subsidiado. Esperava-se que a suspensão traseira revelasse menor conforto em função dos reforços necessários, mas não houve perda sensível em relação ao Executive V6. Em ambos os casos, o peso e a distância entreeixos adicionais da cabine dupla compensam em parte a rigidez característica dos picapes. |
| Muitos recorrem aos picapes como substitutos dos automóveis, mas é preciso avaliar bem o conforto das suspensões e o comportamento dinâmico, sempre prejudicados | ![]() |
| Para identificar o novo
motor, a GM providenciou apenas o logotipo 2.8 turbo
intercooler na traseira. Todo o restante é bem
conhecido, revelando qualidades e defeitos já apontados
em avaliações anteriores. As linhas do S10 já perderam
impacto e nem todos aprovaram a plástica frontal
efetuada para 1999. Por isso, comenta-se que ainda este
ano ocorrerá reestilização mais profunda nesta área,
acompanhada por mudanças nos pára-lamas traseiros do
Blazer -- vale a pena aguardar a linha 2001 para tirar a
prova. Internamente o S10 DeLuxe agrada pelo bom acabamento, com bancos individuais dotados de ajuste lombar, assoalho carpetado e painel completo, mas de estilo ultrapassado. A posição de dirigir é comprometida pelos pedais, bastante deslocados à esquerda, por força do túnel central de transmissão. Mas estão presentes os itens que todos desejam hoje, como travamento das portas a distância, controles elétricos de vidros, travas e retrovisores e volante regulável em altura. |
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A GM bem poderia remodelar o painel do S10, que revela linhas ultrapassadas diante da concorrência. Mas é completo e de fácil leitura |
| A versão de cabine dupla,
apesar dos cinco lugares, está longe de oferecer
conforto para todos -- como ocorre, de modo geral, nos
utilitários. O banco traseiro é baixo, tem o assento
curto e o encosto muito vertical, o que cansa rapidamente
os passageiros. A falta de encosto de cabeça central
deixa o terceiro ocupante próximo do vidro, um fator de
risco. Como detalhes positivos, merecem menção o temporizador do limpador de pára-brisa ajustável, marcador de combustível sempre ativo e o aviso (sonoro e luminoso) para atar o cinto. Mas a GM deveria rever o comutador de farol alto/baixo, que permite acendê-lo já em facho alto, ofuscando outros motoristas; substituir a antena, fixa e de fácil colisão com entradas de garagem mais baixas; e adotar temporizador para os controles elétricos de vidros e ajuste de altura dos cintos dianteiros. |
| O estilo não está fora do contexto, mas perdeu o impacto de modernidade há certo tempo. Comenta-se que a linha 2001 poderá trazer nova reestilização frontal | ![]() |
| A impressão geral é de que o picape médio da GM evoluiu em motor, destacando-se diante da concorrência, mas já precisa melhorar o conjunto. Os norte-americanos trabalham numa nova geração do Blazer, para 2002, e certamente têm as linhas gerais do próximo S10. Com o mercado mais competitivo (vem aí o novo Frontier da Nissan, produzido no Brasil, e Ranger e Dakota têm seus trunfos), é bom que a marca da gravata siga, passo a passo, sua matriz. Continua |
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