Best Cars Web Site

Os índices de desempenho não deixam dúvidas: a velocidade máxima cresce de 170 para 185 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h baixa de 12,2 para 11,3 segundos. O ganho na arrancada só não é maior porque a 16V pesa paquidérmicos 1.350 kg, acréscimo de 95 kg sobre a oito-válvulas. Nem a GM deve ter explicação para que a compacta Meriva seja tão pesada, já que a Zafira CD 2,0, com mais dois lugares, 27 cm no comprimento e um motor de bloco maior, não passa de 1.375 kg -- e ambas, como referência, estão na mesma faixa de um Diplomata 4,1-litros.

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

O painel contém o essencial e tem bons detalhes, como os difusores de ar. Entre os
sistemas de áudio oferecidos, este inclui toca-fitas e toca-CDs para seis discos no painel

Toda essa massa, como se esperava, resulta em consumo elevado: as marcas declaradas, de 9,8 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada, são bem piores que as da concorrente Scénic (tanto a 1,6 16V de 110 cv quanto a 2,0 16V de 138 cv) e até que as da Xsara Picasso 2,0 16V, um tanto maior que a Meriva. O peso excessivo na frente também é sentido ao transpor lombadas, em que a suspensão balança mais do que o habitual nos Chevrolets. Mas o comportamento em curva permanece bom para uma minivan, com ajuda da suspensão traseira mais firme do que o ideal.

O motor mais potente deixou a Meriva bem mais agradável de dirigir, mas alguns inconvenientes do projeto são difíceis de sanar. Um dos mais graves, seu porta-malas é o menor do segmento, com 365 litros na posição normal do banco traseiro (sem o FlexSpace são 360). Perde até para a Corsa Wagon, que ela substitui e que estava entre as piores nesse quesito. Ora, não é pelo espaço que se compram minivans?

Na traseira, a única identificação externa da versão mais potente. À esquerda, um grave problema de segurança: as duas largas colunas formam um enorme ponto-cego, que pode ocultar um pedestre ou até uma moto vindo desta direção

O próprio FlexSpace está longe de ser um ovo de Colombo. Se o sistema Flex7 da Zafira faz surgir dois lugares adicionais, o da Meriva se encarrega de eliminar um... E o ganho em conforto para os dois ocupantes que restam não é expressivo. Ao menos nessa condição é possível recuar o banco traseiro, ampliando o espaço para pernas, ou avançá-lo para maior capacidade de bagagem.

A posição de dirigir, como na Zafira, deixa a desejar pelas alavancas de câmbio e de freio de estacionamento e o acelerador, muito baixos. O volante é fixo e o ajuste de altura do banco não é prático, pois o próprio peso do motorista é que o faz subir e baixar, liberado pela alavanca. Pior que isso é a visibilidade à esquerda, em que as duas largas colunas formam um ponto-cego capaz de esconder uma moto, bicicleta ou pedestre que venha por essa direção. Em estradas sinuosas o motorista chega a precisar da janela da porta para ver melhor o tráfego em curvas, o que é inaceitável.

Detalhes positivos: os eficientes faróis, com dois refletores sobrepostos, e o retrovisor
esquerdo, amplo e de lente biconvexa, que deveria ser aplicado a toda a linha GM

E, por falar em segurança, ainda não se concretizou a intenção de oferecer bolsas infláveis e sistema antitravamento de freios (ABS) na Meriva, anunciada pela GM para o fim de 2002. Tanto Scénic quanto Picasso trazem as bolsas de série em toda a linha (na Citroën, também as laterais) e o ABS de série na versão de topo, o que indica necessidade urgente de ação pela GM. Como se poderia supor, nada disso falta à versão européia da Meriva, que está bem mais servida de itens de conforto e segurança (saiba mais). Continua

Avaliações - Página principal - e-mail

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados