Best Cars Web Site

Focus,
segunda edição



Câmbio automático, bancos de couro e pequenos acertos marcam a linha 2003 do médio da Ford


Texto e fotos: Fabrício Samahá

Algo atrasada em relação à maioria das marcas concorrentes, que a oferecem há pelo menos um ano em seus sedãs médio-pequenos, a Ford enfim apresenta uma transmissão automática para o Focus com motor de 2,0 litros -- desde já no Sedan, a partir de novembro no hatch. Ela chega como opcional em um caro pacote de R$ 8.710, composto também por revestimento dos bancos em couro.

A marca insiste em vincular entre si equipamentos que nem todo comprador deseja, o que o BCWS considera um erro. Há quem queira o câmbio automático com bancos de tecido, assim como quem deseje os bancos de couro com caixa manual. A falha se repete em várias outras versões da Ford, como a 1,8-litro do próprio Focus, que "empacota" as bolsas infláveis em uma longa lista de opcionais. Um ponto a ser reestudado.

Não há identificação externa do câmbio automático, um elemento de conforto que chega tarde em relação à concorrência, mas é assim mesmo bem-vindo

A transmissão automática, produzida em associação com a Mazda -- marca japonesa da qual a Ford detém o controle acionário --, possui quatro marchas e controle eletrônico, pelo que se adapta ao modo de dirigir do motorista -- o que dispensa a seleção entre programas econômico e esportivo, presente no Astra e Marea. Também não há o programa de inverno, que no Brasil pode ser útil em situações eventuais, como saídas na lama ou grama molhada, mas o controle de tração de série da versão Ghia supre sua ausência.

Há outras novidades no Focus 2003: revestimento interno em preto, pára-brisa com faixa degradê (exceto no modelo básico), toca-CDs com função viva-voz (acionada, o telefone celular é atendido e a voz sai pelos alto-falantes do carro), limpador do vidro traseiro automático no hatch (aciona-se quando se engata a marcha à ré e os dianteiros estão ligados), abertura e fechamento dos vidros e do teto solar pelo controle remoto.

A transmissão vem no mesmo pacote do revestimento em couro, uma decisão discutível.
Painel com seção em prata e ar-condicionado automático também são novos

A versão Ghia vem ainda, de série, com controle elétrico do teto solar (incluindo função um-toque e sensor antiesmagamento), iluminação de cortesia no assoalho dianteiro, controle automático de temperatura do ar-condicionado, maçanetas externas na cor da carroceria e aplique em tom de alumínio no painel e nas portas, em substituição ao que imitava madeira escura -- a nosso ver, o anterior era mais elegante. Lamentável mesmo é não haver mais opção pelo interior cinza-claro, um dos pontos que sempre apreciamos nos Fords. A marca parece na contramão, já que a GM trocou o preto pelo cinza no Astra 2002.

Os demais itens introduzidos são bem-vindos e alguns esperados há bom tempo, como o controle elétrico do teto solar: já no lançamento do carro, em outubro de 2000, a Ford anunciava que o adotaria, mas manteve a manivela por dois anos. O pára-brisa degradê deveria ser obrigatório no processo de "tropicalização" de qualquer automóvel, mas as temperaturas mais amenas da Argentina, de onde vem o Focus, podem ter protelado sua aplicação.
Continua

Retoques de estilo, ainda não
O Focus europeu já utiliza há um ano faróis de duplo refletor e pequenos detalhes de acabamento, ainda não introduzidos pela Ford argentina na versão vendida aqui. O BCWS recentemente questionou a respeito a assessoria de imprensa da marca, que alega que suas linhas ainda modernas não requerem alterações por enquanto. Concordamos sobre o estilo, mas faróis melhores trazem segurança, que deve ser procurada sempre.

Avaliações - Página principal - e-mail

Data de publicação deste artigo: 3/9/02

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados