No carro avaliado o sistema de ventilação (natural ou forçada) admitia ar bastante quente para o interior sempre que o motor era ligado já aquecido. Pode se tratar de problema específico da unidade ou de falha de projeto, que levaria o calor dos componentes mecânicos a aquecer o sistema, sendo então despejado no interior, para grande desconforto dos passageiros. Uma dúvida a ser sanada. |
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Espaço interno e no porta-malas do Celta são adequados, equivalentes aos do Corsa de que deriva. Versão de cinco portas, porém, não está prevista |
| Por se tratar de um novo
projeto, o Celta não escapou da obrigatoriedade de
cintos de três pontos e encostos de cabeça para dois
passageiros no banco traseiro, obrigatórios pelo Código
de Trânsito Brasileiro. Aliás, nada como essas normas
-- que afetam custos -- para evidenciar reestilizações
disfarçadas de "nova geração" (saiba a
diferença): o Gol
que a Volkswagen intitula Geração III não traz os
encostos de série, como o Código exigiria. O GM também
dispõe de bons faróis de superfície
complexa, que o
Corsa só adotou na linha 2001 e ainda ausentes de Gol
Special, Mille e Palio Young. Agilidade e suspensão firme Se a plataforma, motor, câmbio e suspensão do Celta são os mesmos do Corsa Wind, não se podem esperar grandes surpresas. Mas o novo carro agrada pela agilidade, em função de peso 36 kg menor, ausência de equipamentos que consomem potência (ar-condicionado e direção assistida) e pequenas alterações que levam a respostas mais rápidas ao acelerador. |
| Painel
bastante simples, com velocímetro e mostrador digital para combustível, relógio e hodômetros. Até o botão do pisca-alerta, na coluna de direção, mostra que este é um GM diferente nos detalhes |
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| O motor um-litro de oito
válvulas, injeção multiponto e 60 cv desloca o Celta
com desenvoltura para a categoria, como se percebe pelos
bons índices de desempenho: aceleração de 0 a 100 km/h
em 15,5 s (16,4 s no Corsa) e velocidade máxima de 151
km/h (inalterada). A GM divulga também marcas excelentes
de consumo, 12,9 km/l na cidade e 18 km/l na estrada (Corsa,
12,3 e 17,3 km/l, na ordem). A suspensão dianteira traz uma novidade em relação ao modelo que o inspirou (saiba mais sobre técnica), resultando em menor esforço para esterçar o volante. A melhoria foi positiva, pois a direção pesada -- sobretudo após algum desgaste de pneus -- é um tradicional inconveniente do Corsa sem assistência hidráulica. Mas outro permanece: a relação de direção muito alta, que requer grande movimento para uma simples esquina. |
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O conhecido oito-válvulas de 60 cv atende bem às necessidades, embora com alto nível de ruído interno. Seu compartimento exibe rebarbas de solda como não se vê normalmente |
| De resto, o conhecido
arranjo de suspensão sem subchassi nem estabilizadores, elementos que
permitiriam maior conforto. Bastante firme, o Celta
desagrada ao trafegar em pisos irregulares. As demais
características são conhecidas, como a boa adaptação
às brasileiríssimas lombadas, comando de câmbio e
freios adequados. Os pneus 145/80 não comprometem a
estabilidade e ajudam no consumo e peso da direção. O
Celta traz até um detalhe a ser estendido a outros
modelos GM: a trava das portas incorporada à maçaneta,
que dispensa o ultrapassado e inconveniente pino. É mesmo um Chevrolet algo diferente, que terá de convencer o consumidor a explorar suas qualidades, mesmo a um preço acima do que muitos esperavam. Continua |
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