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Mais que uma simples perua

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Elegante e com temperamento esportivo, a Alfa 156
SportWagon revela uma forte personalidade

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Se nos Estados Unidos quase acabaram -- embora haja sinais de que possam voltar --, na Europa as peruas vendem muito bem: igualam ou mesmo superam os volumes dos sedãs da mesma linha. Diante desse sucesso, nem uma marca voltada à esportividade como a italiana Alfa Romeo pôde resistir -- e agora traz ao Brasil a 156 SportWagon, que o Best Cars Web Site conheceu no Rio de Janeiro.

A marca evita a denominação tradicional de station-wagon e explica por quê. A 156 é mais que uma simples versão perua, reunindo o perfil esportivo, a aerodinâmica (Cx 0,30) e o comportamento dinâmico de um bom sedã ou mesmo um cupê. Segundo a Alfa, não foi feita concessão à estabilidade através de uma suspensão diferente "para ganhar um ou dois litros no porta-malas"... Mas há boas soluções de projeto para quem pretende desfrutar de seu lado utilitário.

Mesma imponência de frente, elegância e esportividade na nova traseira: não é apenas uma perua, mas uma versão com personalidade própria e sem concorrentes diretos

A SportWagon guarda total semelhança de estilo com o sedã 156: o escudo da marca deslocando a placa dianteira para o lado esquerdo, as portas traseiras com maçanetas ocultas no vértice inferior, a linha de cintura ascendente rumo à traseira, as lanternas alongadas e estreitas e a "limpeza" geral da carroceria. As portas posteriores são novas, com moldura mais reta, facilitando o acesso. Em nossa opinião, a SportWagon ficou mais volumosa do que deveria, mas o conjunto mantém a imponência e esportividade.

A quinta porta não conta com recursos para baixar o plano de carga, como o pára-choque rebatível de sua "prima mais pobre", a Fiat Marea Weekend. A base da abertura é elevada, ficando acima do assoalho do porta-malas, o que contribui para a rigidez estrutural -- a marca anuncia valores de torção e flexão incomuns em peruas. Por outro lado, a tampa sobe pelo teto, o que amplia o vão de acesso. No topo há um spoiler que evita a passagem de sujeira para o vidro.

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Vão de acesso ao porta-malas é estreito, mas ganha em altura com o segmento do teto que acompanha a porta. A modesta capacidade de 360 l pode ser ampliada a até 1.180 l com o rebatimento do banco traseiro, impossível no sedã 156

São úteis a rede de retenção de objetos, outra rede (enrolável) para isolar o porta-malas dos passageiros, dois porta-objetos laterais, tomada de energia de 12 volts e uma luz na tampa que sinaliza sua abertura a quem vem atrás, antecipando-se à montagem do triângulo em uma emergência. O revestimento do assoalho, quando invertido, tem uma face plástica para acomodação de objetos molhados.

A capacidade de bagagem começa em reduzidos 360 litros (são 500 na Marea), 18 a menos que no próprio 156 sedã, mas pode chegar a 1.180 com o rebatimento integral do banco traseiro, bipartido -- recurso ausente do três-volumes. Houve ganho em espaço para a cabeça dos passageiros de trás, embora dois adultos ainda viajem encostados à lateral do teto. O restante do interior é idêntico ao do 156 sedã, do painel com instrumentos modulares ao volante revestido em madeira, detalhe raro e de bom gosto.

Nada de novo para o motorista: permanecem o volante de madeira, os instrumentos modulares e voltados a ele, a posição de dirigir baixa e esportiva. Mas os bancos de couro deveriam ser disponíveis na SportWagon com pacote esportivo
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Os assentos baixos contribuem para baixar o centro de gravidade e acentuar a sensação esportiva, mas a posição pode cansar em longos percursos. Os ajustes dos bancos são todos manuais e os plásticos de qualidade mediana -- nesses detalhes a Alfa mostra-se menos requintada que as concorrentes. Outro ponto a corrigir é a defasagem em 90 graus da posição da chave no contato, que exige um movimento antinatural para a partida.

Diálogo com o motorista   A 156 SportWagon é oferecida na Europa com motores 1,6, 1,8 e 2,0 a gasolina de quatro cilindros, um 2,5 V6 e unidades turbodiesel de injeção direta e 1,9 e 2,4 litros, este de cinco cilindros. O V6 de 24 válvulas e 190 cv a 6.300 rpm permanece uma dívida da Fiat com os brasileiros, pois traria um padrão de desempenho muito interessante -- a marca alega que o trabalho de adaptação a nossa gasolina alcoolizada não se justifica pela demanda restrita dessas versões mais caras. Continua

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