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A Peugeot fez o quadriciclo
Quark com um motor elétrico em cada roda

A versão da Scénic com pilha a combustível usa tecnologia da Nissan


Enquanto aprimora o sistema nos conceitos FCHV (em cima), a Toyota
estuda aplicações ousadas como o esportivo Motor Triathlon Race Car

Com a pilha a combustível
montada na traseira, como o motor dos antigos Volkswagens, o Space Up
Blue usa células solares no teto |

O projeto FCV da Nissan
baseia-se no utilitário esporte compacto XTrail
Nissan
O utilitário esporte XTrail ganhou em 2003 a versão de conceito
FCV. A última geração armazena hidrogênio em alta pressão
(700 bars) em reservatório de fibra de carbono e usa componentes com
volume total 60% menor. O motor elétrico de 120 cv (70% mais potente que
o inicial) leva o carro a 145 km/h e a autonomia chega a 500
km.
Peugeot
Com as formas que apareceriam mais tarde no conversível 207 CC, o
conceito 207 Epure de 2006 trazia a pilha Genepac, com
alta eficiência. Cinco cilindros no assoalho do portamalas,
com 3 kg de hidrogênio a 700 bars, forneciam
energia ao sistema que carregava as baterias de íon de lítio. A Peugeot anunciava máxima de 130
km/h e autonomia de 350 km. Mais original foi o Quark, um quadriciclo de
conceito de 2004. Cada roda tinha um motor elétrico alimentado pela
pilha, com potência somada de 37 cv, para acelerar de 0 a 50 km/h
em 6,5 segundos.
Renault
Com tecnologia da sócia Nissan, mostrou no ano
passado a Scénic ZEV H2, com os órgãos de propulsão na parte inferior do
chassi. O hidrogênio guardado a 350 bars traz energia para
até 350 km e as baterias são de íon de lítio. A velocidade máxima é
atraente, 160 km/h.
Suzuki
Com estudos de pilha desde 2001, adotou-a no modelo
compacto SX4 em versão conceitual no ano passado. O sistema
com tecnologia da GM inclui tanque de hidrogênio com pressão de 700 bars
e motor elétrico de 92 cv, para máxima de 120 km/h e autonomia de até
250 km.
Toyota
A japonesa, que trabalha na pilha desde 1992, divulgou seu
primeiro projeto da série FCHV (veículo híbrido com pilha a combustível
em inglês) em 2001. A sexta versão, de 2007, é derivada do utilitário esporte Highlander.
Usa dois motores
elétricos com potência total de 109 cv e quatro tanques de hidrogênio a 700 bars, que permitem excepcional autonomia de mais de
800 km. Um ônibus, o FCHV-Bus, também faz parte do programa.
Conceitos ousados são outras iniciativas da Toyota.
No Fine-N de 2003 o armazenamento de hidrogênio chegava a 700 bars; direção, freios e acelerador usavam comando eletrônico, sem
conexões mecânicas. Tinha motor elétrico de 33 cv e autonomia de 500 km.
Bastante criativo foi o Motor Triathlon Race Car ou MTRC, de 2004. Era
como se fosse um brinquedo de controle remoto do tamanho de um
automóvel, com dois lugares em fila (tandem) e quatro motores elétricos,
um em cada roda.
Volkswagen
Em 2004 os alemães apresentavam a minivan de conceito Touran HyMotion,
derivada do Golf, com motor elétrico de 107 cv alimentado pela pilha. A
autonomia era de 160 km e a VW anunciava 0-100 km/h em 14 segundos.
Quatro anos mais tarde a tecnologia apareceu no utilitário esporte
compacto Tiguan (leia
avaliação), com potência elevada a 134 cv, tanques com pressão de
700 bars (o dobro dos usados na Touran) e melhor autonomia, 250 km,
embora ainda modesta em relação à obtida por outras marcas.
Entre projetos não baseados em modelos de linha, houve a terceira versão
da série de conceitos Up — a Space Up Blue, de 2007. Usava 12 baterias
de íon de lítio e motor elétrico de 61 cv na traseira. A autonomia era
de 350 km com hidrogênio, mas o teto tinha células solares para
recarregar as baterias com energia obtida do sol. |