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A versão a hidrogênio do Kia Borrego deverá ser produzida em 2010

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O Classe A F-Cell (em cima) teve 60 unidades colocadas em teste em diferentes países; o maior Classe B oferecia autonomia de 400 km

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No F600 Hy-Genius (em cima) a pilha estava 40% menor e melhorava o funcionamento a frio; o F-Cell da linha BlueZero foi mostrado em 2008

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O Necar 4, de 1999: um Classe A com a pilha montada abaixo da cabine

Kia
Depois do utilitário esporte compacto Sportage, o modelo maior Borrego recebeu a pilha em 2008 na versão de estudos FCEV. A marca sul-coreana ampliou a potência do motor elétrico para 150 cv e obteve a excelente autonomia de 680 km, além de garantir que o sistema funciona a até 30° C negativos. A aceleração é razoável, cerca de 13 segundos de 0 a 100 km/h. A Kia pretende começar no próximo ano a produção do Borrego FCEV em pequena série.

Mazda

A empresa japonesa trabalha com a pilha desde 1997, quando revelou o conceito Demio FCEV. A minivan Premacy RE Hydrogen Hybrid, de 2008, não tem pilha a combustível, mas usa hidrogênio e gasolina em um motor rotativo Wankel (que usa rotores de forma triangular em vez de pistões). A autonomia com o gás é modesta, 200 km, mas se soma à obtida com o combustível líquido — e a minivan continua a rodar onde não houver um posto de hidrogênio. O carro esporte RX-8 também recebeu o sistema, com menor autonomia pelo pequeno espaço disponível para o tanque.

Mercedes-Benz

O "chassi sanduíche" do compacto Classe A, com espaço abaixo da cabine para órgãos mecânicos, mostrou-se ideal para testar a pilha a combustível. Assim, ele foi usado com proveito no projeto Necar — contração para "novo carro elétrico" em inglês —, iniciado em 1994. O Necar 1 era um grande furgão com lugar apenas para duas pessoas, pois o sistema de pilha tomava todo o espaço da carga. No Necar 2 a base foi um Mercedes série V, um furgão menor que já alcançava 110 km/h e podia rodar 240 km entre abastecimentos. O Classe A entrou no projeto com o Necar 3, em que um reformador de metanol produzia hidrogênio para alimentar a pilha. Embora tivesse boa autonomia (400 km), emitia dióxido de carbono (CO2) e não era muito prático, pois toda a parte traseira era usada pelo sistema.

Com o que aprendeu até ali, em 1999 a Mercedes apresentava o Necar 4, um Classe A de cinco lugares e emissão zero. A pilha fornecia energia para o motor elétrico de 74 cv, com todo o sistema montado sob a cabine, e a autonomia estava ainda maior, 450 km. Desse ponto evoluiu-se para o Necar 5, de 2000, que era 300 kg mais leve que o Necar 3 e podia superar 150 km/h. O passo seguinte, o Classe A F-Cell de 2003, usava como base o modelo de entre-eixos alongado, ainda da primeira geração. A Mercedes colocou 60 desses carros nas frotas de empresas da Alemanha, EUA, Japão e Cingapura para testes de longo prazo. Pouco maior, o monovolume Classe B também recebeu a tecnologia e adotou baterias de íon de lítio. Com motor elétrico de 136 cv e tanques maiores, o desempenho estava melhor e a autonomia chegava a 400 km.

Entre os carros-conceito sem similar na linha em produção, o destaque foi o F600 Hy-Genius de 2005. Comparada à de projetos anteriores, sua pilha estava 40% mais compacta, ganhou eficiência e melhorou a capacidade de partida em tempo frio. No Salão de Detroit, em janeiro passado, a Mercedes apresentou três conceitos da linha BlueZero, um deles — o F-Cell — com pilha a combustível e autonomia de mais de 400 km. Usa baterias de íon de lítio e motor elétrico de 134 cv, o bastante para acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 11 segundos e atingir 150 km/h. A marca alemã anunciou que ainda este ano começa a produzir carros com a pilha em pequena escala. Continua

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