Esquema de funcionamento do i-VTEC usado no atual Civic de 1,8 litro: em marcha-lenta e em aceleração atua o came de alto desempenho; em velocidade constante, o de economia

Na versão original do sistema, em baixos e médios regimes (em geral até cerca de 4.500 rpm) atuavam os cames "mansos", e em altos, os "bravos". O acionamento do pino de seleção do came, feito por pressão hidráulica do próprio óleo do motor, era comandado a partir de fatores como velocidade do carro, rotação e temperatura do motor. O sistema tinha sua melhor aplicação em motores esportivos, que teriam pouca potência em baixa rotação, se usassem um comando "bravo", ou não poderiam chegar a rotações tão altas com um comando "de compromisso".

Na década passada, o Civic VTi de 1,6 litro, duplo comando (um para admissão, outro para escapamento) e 16 válvulas chegava a 160 cv — potência específica de 100 cv por litro, excelente para um motor de aspiração natural. Mas o VTEC também foi aplicado a motores com um só comando, como o do Civic EX 1,7-litro da geração anterior. Neste caso, atuava apenas nas válvulas de admissão e por isso trazia menor ganho de potência: essa versão desenvolvia 130 cv, contra 115 do motor sem o sistema.

Apesar de suas vantagens, o VTEC original tinha limitações. Uma era o ganho modesto em baixa rotação, pois seu comando "manso" não era muito diferente de um comando normal não variável. Outra, o fato de haver só dois estágios de funcionamento. A Honda então desenvolveu o i-VTEC (em que o "i" significa inteligente), já empregado no novo Civic 1,8-litro e em outros motores da marca. Nesta versão, além de ter cames "mansos" e "bravos", o comando pode ser variado continuamente em posição, o mesmo princípio do sistema VVT que veremos a seguir.

O sistema mais simples de variação do Corolla: alterando a posição do comando em relação ao virabrequim, antecipa ou atrasa o momento em que as válvulas se abrem e fecham, sem variar seu levantamento ou a duração de sua abertura

Outra variedade do VTEC, usada hoje no Fit EX 1,5-litro, é a que mantém quase fechada uma das válvulas de admissão de cada cilindro, em baixa rotação e com carga (abertura do acelerador) parcial. O motor então trabalha com menor capacidade de admissão, podendo-se usar maior abertura de acelerador para obter a mesma potência. O resultado é melhor eficiência e menor consumo. Este recurso também está no novo Civic.

Mais simples   Com objetivos parecidos com os da Honda, outros fabricantes chegaram aos sistemas de distribuição variável dos tempos das válvulas (Variable Valve Timing, VVT). Seu princípio é alterar a posição de um dos comandos (em geral o de admissão) ou de ambos, em relação ao virabrequim, de modo a antecipar ou atrasar o momento em que as válvulas se abrem e fecham, conforme o interesse em cada situação. Pode-se, por exemplo, fazer o comando de admissão abrir as válvulas 25 ou 30 graus mais cedo para mais potência em baixas rotações. Esse sistema, porém, não tem meios de variar a duração da abertura e o levantamento das válvulas. Continua

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