Na ilustração ao lado e na que abre este artigo, o Duplo VANOS da BMW: a variação de tempo de abertura é contínua e atua tanto nas válvulas de admissão quanto nas de escapamento

Apesar de menos complexo que o VTEC, tem sido aprimorado para ganhar eficiência. Hoje é freqüente usá-lo tanto na admissão quanto no escapamento e, em vez de trabalhar com dois pontos definidos, fazer uma transição contínua entre as posições extremas do comando, de acordo com a rotação do motor. É o que ocorre no Duplo VANOS (sigla de Variable Nockenwellen Steuerung, controle variável do comando de válvulas, em alemão) da BMW, usado na maioria de seus motores. Na versão original VANOS a atuação era restrita ao comando de admissão.

Uma evolução desse variador é aquela que adiciona um controle do levantamento das válvulas. Este sistema, que pode ser considerado uma associação do VVT com o VTEC de duplo comando da Honda, mantém a variação de tempo de abertura do VVT, mas acrescenta o uso de cames "mansos" e "bravos" no comando para fazer variar o levantamento . A Toyota usava tal recurso em um motor aspirado de 1,8 litro e 190 cv, que chegou a ser oferecido no Corolla americano. A Porsche emprega sistema semelhante na admissão, chamado VarioCam Plus.

Os modos de funcionamento do VarioCam Plus da Porsche, que abrange o levantamento

Tem havido novidades também no acionamento dos variadores. O Lexus LS 460, com um V8 de 4,6 litros, substitui o acionador hidráulico do comando de admissão por um elétrico. A vantagem é obter um funcionamento preciso nas partidas sob baixa temperatura, em que o sistema hidráulico pode não ser tão eficaz por causa da maior viscosidade do óleo do motor nessa condição.

O Valvetronic   Introduzido em 2001 em um motor de 1,6 litro, o sistema Valvetronic já se estendeu a boa parte dos modelos da BMW. É o primeiro com variação contínua do tempo de abertura de todas as válvulas (de admissão e de escapamento) e também do levantamento daquelas de admissão. Uma exclusividade desse recurso é eliminar a borboleta de aceleração: são as próprias válvulas de admissão, em seu levantamento, que controlam a quantidade de mistura ar-combustível que entra nos cilindros ou mesmo fecham-na completamente.

O Valvetronic, presente cada vez em mais motores da BMW, tem variação contínua de tempo e levantamento, além de descartar a borboleta de aceleração

Os benefícios são diminuir as chamadas perdas por bombeamento, que ocorrem com abertura parcial do acelerador (pense no efeito de freio-motor, ao não acelerar, para entender como o funcionamento do motor é prejudicado nessa condição), e eliminar a restrição imposta pela borboleta. O Valvetronic, porém, aumenta o peso do conjunto e ainda não é apropriado ao uso em rotações muito altas — acima de 7.000 rpm — como as atingidas pelos motores dos esportivos M3, M5 e M6.

Quem usa ou já usou no Brasil
Os fabricantes japoneses são os principais responsáveis pelo uso de comandos variáveis na indústria nacional. O recurso apareceu por aqui em 1997, com a produção local do Honda Civic (VTEC), e prosseguiu no ano seguinte com o Fiat Marea (variador de tempo, VVT). A tabela a seguir mostra os modelos brasileiros que usam ou já usaram esse sistema. Apesar da diferença de funcionamento entre o VTEC e o VVT, nos carros nacionais eles atuam apenas nas válvulas de admissão.
Fabricante e modelo(s) Motor Nome do sistema
Fiat Brava, Marea e Marea Weekend 1,75 16V -
Fiat Marea, Marea Weekend e Stilo 2,0 20V, 2,0 20V turbo, 2,4 20V -
Honda Fit EX 1,5 16V VTEC
Honda Civic EX (primeira geração) 1,6 16V VTEC
Honda Civic LXL e EX (segunda geração) 1,7 16V VTEC
Honda Civic (geração atual) 1,8 16V i-VTEC
Honda Civic Si 2,0 16V i-VTEC DOHC
Toyota Corolla e Fielder 1,6 16V e 1,8 16V VVT-i
Volkswagen Gol e Parati 1,0 16V turbo VVT

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