A parte externa   Vamos à análise do veículo em si. Antes de mais nada, jamais escolha a noite ou locais fechados e escuros para vê-lo. A falta de luz pode mascarar defeitos na carroceria ou falhas na pintura. Preste atenção em ondulações e amassados. Desníveis entre partes móveis e fixas, como portas e capô, denunciam um possível acidente. Cuidado redobrado com bolhas na pintura: sinal de ferrugem à vista. Uma olhada mais atenta em locais que acumulam umidade, como bordas de borrachas e canaletas, caixas de rodas, a região por baixo das portas, quinas de capô e porta-malas são suficientes para descobrir focos de oxidação.

Cuidado também com carros impecáveis na pintura ou muito encerados. Um carro com cinco anos de uso, por exemplo, não deveria ter o brilho e a pintura lisa de um zero-quilômetro. Diferenças de cor entre as partes da carroceria ou respingos de tinta em elementos de borracha, como guarnições de vidros e portas, podem indicar uma repintura. Observe ainda o estado dos parafusos que fixam portas, capô e tampa traseira: se estiverem "machucados", essas peças devem ser sido removidas para reparos.

A massa plástica, usada em reparos mal feitos de amassados e pontos enferrujados, pode ser descoberta caso o dono ou lojista não a mencione. Embrulhe um imã em uma flanela e passe-o em toda a lataria do veículo ou nos pontos de que desconfia. Se o ímã se soltar, é indício de que o local foi recoberto. Pancadinhas com os dedos na lataria, que causem sons diferentes entre os locais, também denunciam a presença de algo diferente do metal.

Fique atento também às modificações em automóveis, como um carro mais antigo com a frente de modelos mais novos. É comum encontrar Fiat Uno até 1990, por exemplo, com a frente utilizada de 1991 em diante. Isso pode indicar um acidente onde o proprietário aproveitou para remoçar a aparência do carro com as peças reestilizadas.

O interior   O aspecto geral dos estofamentos e revestimentos indica cuidado, ou não, por parte do proprietário. Atente ao estado de botões, puxadores e acabamento geral. Certos itens são raríssimos nas lojas de autopeças para alguns modelos, sobretudo os importados, e podem dar bom trabalho para reposição. Examine todos os comandos, instrumentos, faróis, lanternas, acionadores de vidros, travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado, aquecedor, entre outros.

Dê a partida no veículo e verifique a dificuldade de girar a chave e a integridade de mecanismos de trava. Aproveite e pressione o pedal de freio por algum tempo: se ele abaixar um pouco, com o motor ligado, pode ser sinal de vazamento de fluido. Atenção também às manchas nos carpetes, que podem significar má vedação, com entrada de água, e possíveis pontos de ferrugem no assoalho.

A quilometragem indicada no painel não deve servir de referência: mesmo com hodômetro digital, há mecanismos para alterá-la. Prefira atentar ao estado geral do carro: um veículo pouco rodado, mas com pedais, volante e alavanca de câmbio desgastados, é forte indício de adulteração no hodômetro. O mesmo vale para uma diferença de marca entre os pneus de rodagem e o estepe, caso o carro esteja abaixo de 30 mil km: é sinal de que um jogo já foi substituído.

Procure também indicações como selos de troca de óleo e compare as datas de eventuais revisões indicadas no manual do proprietário, se houver. Se a inspeção de 20 mil km foi feita há dois anos, por exemplo, é improvável que o carro esteja com menos de 40 mil km hoje.

A mecânica   Quando Silvio Barcelos, advogado em São José do Rio Preto, SP, decidiu comprar um Ford Courier 1,4 16V 1998, dispensou a visita ao mecânico de confiança. "O carro parecia bem-cuidado e, dando umas voltas, foi paixão à primeira vista", afirma. O amor logo terminou em briga. Continua

Segurança & Serviço - Página principal - Escreva-nos

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados

Shopping Best Cars