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Mas quem roda pouco levará mais tempo para ver esse retorno. Por exemplo, quem roda 800 km por mês (9.600 por ano) e consome 80 litros, a R$ 160, tem a despesa reduzida a R$ 65 em média (também com o consumo melhorando de 10 km/l para 12 km/m3). O custo da conversão passa a exigir 30 meses para ser amortizado. Por isso, o GNV pode não valer a pena para o motorista que usa pouco o automóvel.

Há, no entanto, um fator favorável ao gás natural: o carro convertido para GNV paga um ponto percentual a menos de IPVA, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (de 4% para 3%), no estado de São Paulo (cada estado possui sua definição a respeito). Em um automóvel de R$ 20 mil, são R$ 200 a menos de imposto por ano.

Quanto à manutenção, o carro convertido para GNV requer alguns cuidados especiais. Embora a Volkswagen assegure que o Santana 1,8 convertido tenha maior durabilidade, engenheiros especializados lembram que o gás não possui poder lubrificante, como a gasolina e o álcool. Os anéis de segmento, pistões e cilindros podem eventualmente sofrer um desgaste maior.

Para evitar esse problema, os fabricantes dos kits recomendam que o carro use o combustível líquido periodicamente. Uma vez por semana é suficiente. Por outro lado, o gás é um combustível limpo, que não causa carbonização no motor, e tem outras vantagens: o carro fica menos poluente e, em alguns casos, mais silencioso. Continua

Zafira CNG: boas soluções com gás
O Zafira 1,6 CNG (iniciais de compressed natural gas, o nosso gás natural) começou a ser vendido na Europa em meados de 2001 e representa verdadeira inovação tecnológica em carros de produção em série. Ao armazenar o gás em quatro tanques sob o assoalho do veículo, num total de 19 metros cúbicos, foi possível manter sete lugares com o sistema Flex7 de configuração de bancos que existe nos Zafiras nacionais. Ou seja, não existe o reservatório que rouba espaço do compartimento de bagagem.

Dois tanques ficam adiante do eixo traseiro e os outros dois, atrás. Por esse motivo o veículo não tem estepe, mas a fábrica o fornece com um jogo de reparo vedante, desenvolvido pela Dunlop, e um compressor portátil de alta potência, alimentado por corrente elétrica de 12 volts do acendedor de cigarros ou da tomada no lado direito do compartimento de bagagem.

O motor é um 1,6-litro com taxa de compressão de 12,5:1 que desenvolve 97 cv a 6.000 rpm, com torque de 14,3 m.kgf a 3.800 rpm (próximos aos do Astra 1,8 a álcool com gás). A admissão de gás no motor é multiponto seqüencial. A Opel chama esse motor bicombustível de monovalente, pois foi otimizado para gás a partir do Ecotec 1,6 normal mas pode usar gasolina premium (98 octanas RON, que temos no Brasil). Com esse motor o Zafira CNG alcança 170 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 15,5 segundos, não muito atrás de nossa versão 2,0 de 116 cv. Há um tanque de gasolina de 14 litros que pode ser considerado o combustível líquido de reserva, suficiente para cerca de 150 km em rodovia.

Apenas com gás, a Zafira CNG alcança 345 quilômetros, considerando o consumo médio de 18,2 km/m3. Na estrada faz 21,7 km/m3 e pode chegar a rodar 415 km a gás. Mesmo na cidade não decepciona: 14,7 km/m3, 280 quilômetros.

A Opel planejou produzir 4.500 Zafiras CNG por ano, mas já dobrou esse volume e, ao que tudo indica, vai ter de aumentá-lo de novo. A GM mundial anunciou que vai fabricá-lo também na Tailândia, país menor que o estado de Minas Gerais e de população equivalente a praticamente a um terço da brasileira. E quanto ao Brasil? Será que o brasileiro, que já não pode comprar carros a diesel por força de lei, vai ser deixado de fora desse avanço tecnológico também? Se a GM do Brasil o produzisse aqui ia dar ágio de 100%...

Bob Sharp

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