O Zafira 1,6 CNG (iniciais de
compressed natural gas, o nosso gás natural) começou a ser
vendido na Europa em meados de 2001 e representa verdadeira
inovação tecnológica em carros de produção em série. Ao armazenar
o gás em quatro tanques sob o assoalho do veículo, num total de 19
metros cúbicos, foi possível manter sete lugares com o sistema
Flex7 de configuração de bancos que existe nos Zafiras nacionais.
Ou seja, não existe o reservatório que rouba espaço do
compartimento de bagagem.
Dois tanques ficam adiante do eixo traseiro e os outros dois,
atrás. Por esse motivo o veículo não tem estepe, mas a fábrica o
fornece com um jogo de reparo vedante, desenvolvido pela Dunlop, e
um compressor portátil de alta potência, alimentado por corrente
elétrica de 12 volts do acendedor de cigarros ou da tomada no lado
direito do compartimento de bagagem.
O motor é um 1,6-litro com taxa de compressão de 12,5:1 que
desenvolve 97 cv a 6.000 rpm, com torque de 14,3 m.kgf a 3.800 rpm
(próximos aos do Astra 1,8 a álcool com gás). A admissão de gás no
motor é multiponto seqüencial. A Opel chama esse motor
bicombustível de monovalente, pois foi otimizado para gás a partir
do Ecotec 1,6 normal mas pode usar gasolina premium (98 octanas
RON, que temos no Brasil). Com esse motor o Zafira CNG alcança 170
km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 15,5 segundos, não muito atrás
de nossa versão 2,0 de 116 cv. Há um tanque de gasolina de 14
litros que pode ser considerado o combustível líquido de reserva,
suficiente para cerca de 150 km em rodovia. |

Apenas
com gás, a Zafira CNG alcança 345 quilômetros, considerando o
consumo médio de 18,2 km/m3. Na estrada faz 21,7 km/m3 e pode
chegar a rodar 415 km a gás. Mesmo na cidade não decepciona: 14,7
km/m3, 280 quilômetros.
A Opel planejou produzir 4.500 Zafiras CNG por ano, mas já dobrou
esse volume e, ao que tudo indica, vai ter de aumentá-lo de novo.
A GM mundial anunciou que vai fabricá-lo também na Tailândia, país
menor que o estado de Minas Gerais e de população equivalente a
praticamente a um terço da brasileira. E quanto ao Brasil? Será
que o brasileiro, que já não pode comprar carros a diesel por
força de lei, vai ser deixado de fora desse avanço tecnológico
também? Se a GM do Brasil o produzisse aqui ia dar ágio de 100%... |