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Não só as vendas, porém, empurram um carro à aposentadoria. A Fiat pôs no mercado 5.595 Bravas de janeiro a novembro, mais do que o conseguiu o Focus Sedan, mas seu substituto -- o Stilo -- superou esse total em apenas três meses. Nada impediria a convivência de ambos (o Uno de 1984 ainda está aí, já há seis anos ao lado do Palio), a não ser uma questão financeira: importar motores da Itália para o Brava não compensa para a marca nesses tempos de real desvalorizado. Adaptar nele o motor 1,8 nacional da Powertrain (associação GM-Fiat) seria uma saída, mas teria certo custo, que não interessa à Fiat neste fim de carreira do modelo, lançado na Europa em 1995.

A GM americana tirou de linha o Caprice, mas seus admiradores -- como polícias -- não desistiram dele. Muitos são reformados e continuam a serviço, após 500 mil quilômetros

Falta de visão   O erro do fabricante em mensurar o mercado ainda existente para um automóvel não é privilégio brasileiro. Caso clássico é o do Chevrolet Caprice, nos Estados Unidos: um sedã grande bem ao jeito dos americanos, linhas modernas, motor grande, espaçoso e confortável. Lançado em 1991, descontinuado cinco anos depois. Vendia em torno de 100.000 unidades por ano.

Por que parou? Analistas atribuem à necessidade de ganhar capacidade de produção para os utilitários médios e grandes Chevrolet e GMC que o mercado estava pedindo. Resultado: a Ford ficou sozinha com o Crown Victoria, da mesma categoria, abastecendo locadoras, frotas de táxis e forças policiais, um mercado nada desprezível.

Agora a GM tenta reconquistar espaço com o novo Impala, de tração dianteira, que este tipo de cliente recusa: ele quer mesmo é o V8 grande na frente e o eixo rígido com as rodas motrizes atrás. Consta que há delegados de polícia que não querem Impala nem Crown Victoria -- estão mandando reformar seus Caprices, muitos já com meio milhão de quilômetros rodados. Afinidade por marca ou modelo é mais séria do que muita gente pensa.

No passado, alguns modelos saíram de produção porque o fabricante foi absorvido por outro -- caso da linha DKW-Vemag, em 1967, e dos Dodges, em 1981, nos dois casos sendo a Volkswagen a compradora

Há também o carro que o mercado simplesmente abandona, deixa de comprar, em uma decisão que raras vezes é racional. A Quantum foi abandonada e o Santana, não, mesmo considerando que o outrora topo de linha da VW hoje está servindo mais para o serviço de táxi do que qualquer outro.

Coleção de casos   Já passa dos 40 a lista de carros fora-de-linha da indústria nacional, considerando apenas o principal modelo de cada linha. Os motivos são os mais variados: crise do petróleo (Galaxie/Landau), erros de marketing (Maverick, VW SP2), problemas mecânicos (Variant II, os incêndios do Fiat Tipo), absorção da marca por outra (os antigos Dodges, DKW-Vemag), crise na associação das marcas (Versailles, Logus e Pointer). Continua

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