Mas se trata do curso natural da história, contra o que não há o que fazer -- mesmo com a grita que costuma ocorrer nesses momentos. Quando a GM deixou de produzir o Opala, em 1992, donos do modelo passavam pelo portão principal da fábrica em São Caetano do Sul (Grande São Paulo) buzinando e protestando.
Em alguns casos, porém, percebe-se que o fabricante fez mesmo sua escolha, impulsionada por pressões da rede de concessionárias ou por motivos nunca compreendidos -- falta de visão entre eles. Quando a Volkswagen tirou de linha o Brasília, em 1982, um executivo da marca não se conteve: "Mataram o carro errado". O "certo", no caso, seria o Fusca, três décadas mais antigo e sem qualquer vantagem sobre o modelo que desaparecia ou seus concorrentes Chevette e Fiat 147.
Seis anos depois foi a vez do Passat, ainda hoje querido por muitos e um carro que não havia perdido sua viabilidade. O desinteresse da fábrica ficava evidente na falta de
melhorias depois de 1985, enquanto os mais recentes Gol e Voyage recebiam ampla reestilização em 1987. O GTS Pointer, sucessor do lendário TS dos anos 70, terminou seus dias sem oferecer um simples controle elétrico dos vidros.
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