Carros à prova de bala
A
blindagem ganha espaço e alternativas |
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Blindar o
carro, no Brasil, deixou de ser coisa de milionários e
chefes de estado, para se popularizar entre proprietários
de carros médios. Apesar do alto preço (a partir de R$
35 mil), ter um automóvel à prova de balas passou a ser
uma necessidade para se trafegar tranqüilamente nas
grandes -- e perigosas -- cidades brasileiras. |
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A aramida, material de grande resistência que preenche os coletes à prova de bala, é um elemento essencial da blindagem |
| Em 1997, existiam apenas
sete empresas especializadas. Hoje são 44 só em São
Paulo, que blindam juntas cerca de 500 veículos por mês.
Cerca de 85% destes automóveis são vendidos em São
Paulo. Em seguida, os maiores compradores destas
fortalezas são do Rio de Janeiro e, curiosamente, do
Nordeste. Os carros são levados às empresas (todas em São Paulo), em geral de caminhão. Deles são retirados bancos, painel, vidros e acabamento. Portas, colunas, teto e outras áreas vulneráveis recebem forros de aramida. Trata-se de um material resistente a impactos violentos e que pesa bem menos que o aço. É este o material usado em escudos de tropas e coletes à prova de balas. Algumas empresas possuem materiais de tecnologia própria, patenteados, e em alguns níveis de blindagem é usado também o aço. Os vidros são substituídos por outros bem mais espessos, compostos de fatias de vidro laminado e plástico policarbonato (o mesmo usado em lentes de farol, leve e resistente). Cerca de 40 dias depois, o veículo está pronto. |
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Serviço amplo e oneroso: o carro é todo desmontado para montagem da proteção | ![]() |
| As empresas que fazem
este tipo de serviço recorrem a normas norte-americanas
e européias, já que a ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas) não possui a sua. Para complicar,
algumas blindadoras ainda criam seus próprios parâmetros.
Portanto, os níveis de blindagem não são padronizados,
dificultando comparações entre as empresas. Basicamente, a opção de entrada (nível 3) é aquela que oferece proteção contra armas curtas (revólveres e pistolas). O preço varia de R$ 35 mil a R$ 60 mil, dependendo do porte do carro. Já que o aumento de peso fica entre 85 e 110 kg, não é preciso o reforço da suspensão, pois o carro é dirigido como se houvesse um ou dois passageiros a mais. Já para quem quer ficar invulnerável a fuzis AR-15, AK-47 e Fal, é necessária a blindagem de nível 4 ou 5. Com o peso aumentado em cerca de 400 kg, é necessário reforçar molas, amortecedores, freios e dobradiças das portas. O preço atinge cifras consideráveis -- por volta de R$ 120 mil! Para todos os níveis existem opcionais como pneus capazes de rodar furados, sirenes, sistema de comunicação com o exterior via alto-falante, entre outros. |
Os vidros são espessos e incluem uma camada de plástico policarbonato. O problema é a distorção das imagens |
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| Deve-se ter muita cautela na escolha da prestadora do serviço. Muitas delas não possuem qualificação à altura do que prometem, podendo o modelo voltar com defeitos de acabamento e, pior, de vulnerabilidade. Deve-se estar atento às normas que as empresas seguem, materiais que usam, garantia e confidencialidade. É muito importante manter em sigilo que o veículo é blindado. Afinal, estes níveis não são totalmente invulneráveis. Continua |
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