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Por dentro era muito bem acabado. O painel, todo com forração preta, era completo. À esquerda um pequeno relógio; ao centro, o conta-giros e velocímetro; à direita, sobre o rádio, três mostradores — nível de combustível, temperatura e voltímetro. Como em vários conversíveis da época, o retrovisor interno era posicionado sobre o painel. O volante de dois raios tinha a alavanca de marchas bem próxima, sem incomodar. O porta-malas era razoável só para as bagagens de dois ocupantes, já que o estepe ficava nele em posição horizontal. Como opção podia receber um bagageiro externo cromado sobre a tampa, também comum nos conversíveis daquele tempo. |
| Em 1960 surgiam os modelos de teto rígido: o 2+2 da foto, com perfil mais esportivo, e o de quatro lugares, mais retilíneo e menos harmonioso |
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Com um chassi bem construído e suspensão bem desenhada, o automóvel
tinha muito boa estabilidade. Na frente era independente, com molas
helicoidais, e atrás tinha eixo rígido e feixe de molas semi-elíticas.
Usava pneus 5,90-14. Os freios, da marca Dunlop, eram a disco nas
quatro rodas e muito eficientes. Um carro esporte agradável para se
dirigir rápido por estradas sinuosas e curtir muito em metrópoles com
o teto rebaixado. |
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No modelo 1961 os faróis vinham carenados e o motor de 1,6 litro ganhava resistência, mas a Facel ainda estudava sua substituição por um 1,8 fornecido pela Volvo |
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O
motor, porém, tinha problemas sérios de refrigeração, um cabeçote mal
estudado e pistões frágeis. Dificilmente passava dos 40 mil
quilômetros sem uma severa reforma. Nesta época na França os carros
já eram muito robustos. Em 1961 os pistões eram trocados por outros
mais resistentes, junto de aprimoramentos na bomba d'água e no
radiador. Por dentro recebia painel com acabamento em couro ou
imitação de madeira. Por fora, novos faróis carenados Megalux, da
marca Marchal, davam mais charme à frente. |
| As linhas sóbrias do Facel III de quatro lugares; depois dele foi apresentada a versão IV, com motor de 2,9 litros do Austin-Healey, mas que não chegou às ruas |
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Em
maio de 1964 era lançado o Facel IV. Seu motor era um seis-cilindros
em linha de 2.860 cm³, originário do
Austin-Healey 3000. Apesar do bom desempenho e da maior robustez,
o mal já estava feito e a mancha difícil de tirar. Foi apresentado no
Salão de Paris, em setembro, mas proibido de receber encomendas. A
empresa fechou as portas em 31 de outubro do mesmo ano e só 1.827
Facellias foram produzidos. |
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