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Transporter ficou em atividade entre 1954 e o final de 1955, quando a
empresa novamente retirou-se das pistas. A cada prova, era uma
sensação nos boxes maior do que os próprios carros de corrida —
sobretudo depois de ter sido pintada nos pára-lamas traseiros uma
indicação de sua velocidade máxima de 105 milhas por hora. O veículo
retornou à fábrica só em 1957, um tanto usado, mas ainda em boas
condições.
Seu destino parecia definido: repousar junto a um 300 SLR no Museu
Mercedes-Benz para a posteridade. No entanto, constatou-se que ele era
muito pesado para o piso do museu e a marca preferiu mantê-lo em
serviço, no departamento de testes, até que não tivesse mais condições
de uso. Em dezembro de 1967 o único exemplar era descartado, para
decepção de muitos.
Os responsáveis por veículos antigos da Mercedes, porém, não tiveram
paz: inúmeros foram os pedidos para que o Transporter voltasse a ser
visto e mesmo dirigido. Uma ampla consulta nos arquivos da empresa
levou a algumas fotos e informações, mas se descobriu que não havia
sido feito qualquer desenho do projeto, algo comum em veículos
especiais da marca na época.
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