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O impacto poderia ter sido maior se
nossa 150 mantivesse o pára-lama rente à roda dianteira -- como na 125, tanto a japonesa quanto a fabricada aqui para exportação --, em vez de adotar um modelo alto e distante do pneu. Aparentemente, a Honda imaginou que os brasileiros não apreciariam a nova solução, temor que não demoraria a cair por terra, com seu emprego na
Ténéré 600 da Yamaha e na própria NX 350 Sahara da Honda, a partir de 1990. |
| Bem recebida
pelos brasileiros -- e as brasileiras em particular --, a NX mudou
pouco: este modelo 1992 ganhava freio dianteiro perfurado e grafismos
mais ousados |
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Vários componentes da NX eram iguais ou similares aos da XLX 350 R, como o painel de instrumentos retangulares, as luzes de direção, o pára-lama e a lanterna traseiros,
estes também diferentes da 125. O escapamento trazia um acabamento de alumínio, de bom gosto, e as laterais não pareciam as de uma uso-misto, pela ausência do local habitualmente usado para fixar número em competições de enduro. |
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"Motocyclum
Naturalis": a publicidade criava um termo em latim, como o das
espécies animais e vegetais, para enfatizar o apelo ecológico da
série limitada Nature |
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Não havia pedal de partida, mas sim o mecanismo interno de acionamento, bastando adaptar o pedal ao eixo se desejado -- recurso, porém, que desapareceria já em 1990. Esse mecanismo deveria existir em toda moto de uso misto, pois no uso fora-de-estrada é comum que o motor
afogue em sucessivos tombos, sacrificando a bateria (que de outra forma até poderia ser removida) e podendo deixar a moto sem partida. "Tranco" na trilha, como se sabe, não é muito fácil. |
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A suspensão monomola Pro-Link e o freio a disco, muito superiores aos da antiga XL 125 S Com velocidade máxima de 110 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em
15 segundos, a NX era mais rápida que a "Xiselinha", mas ainda modesta para o que prometia seu estilo moderno. A relação final bem reduzida tornava-a razoavelmente ágil, mas deixava a quinta marcha curta demais para uso em estrada, fazendo o motor invadir a faixa vermelha do conta-giros com facilidade. Muitos proprietários experimentaram com sucesso alongar a relação, utilizando um pinhão com mais um ou dois dentes.
Em contrapartida era bastante econômica, superando 25 km/l na cidade.
Continua |
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