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De início não havia concorrentes: a Yamaha passaria à categoria de 125 cm3 apenas em 1978, com o modelo RX. Talvez pela vantagem de sair à frente, talvez pela robustez e economia do motor quatro-tempos ou por uma imagem mais sólida no mercado, o fato é que a CG 125 assumiu a liderança nas vendas para nunca mais a perder. |
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Em meio às
crises econômica e do petróleo, o anúncio questionava: "Homem
sério, pai de família, bem de vida. Que diabo ele está fazendo numa
Honda 125?" A resposta: "Economia" |
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Em 1977 a marca fundada em 1947 por Soichiro Honda já respondia por 79% do mercado de duas rodas. Nesse ano a CG começava a dar frutos: primeiro a versão de luxo
125 ML, depois a esportiva Turuna. Em 1979 era adotada a suspensão dianteira tipo Ceriani, em que as molas são internas aos amortecedores, em vez de externas com cobertura de metal. |
| A fábrica nos
anos 70: instalada na Zona Franca de Manaus, AM, em 1977 já dominava
79% do mercado |
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A
primeira a álcool Com o segundo choque do petróleo, em 1979, substituir a gasolina por um combustível nacional e renovável -- o álcool -- passou a ser prioridade brasileira. Isso incluía as motocicletas: em fevereiro de 1981 a Honda produzia a primeira moto do mundo com motor a álcool. Uma CG 125, claro. |
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Em 1982 o
príncipe herdeiro do Japão, Hironomiya Naruhito, observava a CG 125
a álcool, a primeira moto no mundo movida ao combustível vegetal |
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Não se sabe bem por quê, essa tentativa (assim como a da Yamaha, meses mais tarde, com a RX 125) não teve êxito, talvez pelas respostas lentas e imprecisas do motor na fase de aquecimento. Como se sabe, agilidade ao acelerador é crucial em uma moto, provável razão para que os carburadores tenham sido mantidos nelas por tanto tempo, mesmo em modelos de alto preço, e para que
as motos com turbocompressor tenham fracassado.
Continua
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