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Duas das várias edições
limitadas: a Tropic de 1986 (em cima), com teto solar, e a White Cat de
1985, com lanternas que pareciam brancas


A versão Scala do mercado inglês
em 1989: itens na cor da carroceria, lanternas do White Cat, interior
alegre e motor 1,8 com injeção e 95 cv


O belo conceito de 2006 revelava
nas placas a intenção da VW: o nome Iroc reforçava as quatro letras
centrais no logotipo completo -- Scirocco |
As
edições especiais continuavam frequentes. A White Cat de 1985 era branca
com para-choques e rodas pintados na cor da carroceria, aerofólio
traseiro da preparadora Zender, lanternas frisadas que pareciam ser
também brancas e interior revestido no mesmo tom. A Tropic, no ano
seguinte, tinha cores alegres por fora e por dentro, teto solar,
conjunto aerodinâmico e rodas na cor do carro; podia vir com motores 1,6
e 1,8, este com injeção opcional. Na edição Slegato (livre em italiano)
de 1988, restrita ao Canadá, os bancos azuis ou vermelhos acompanhavam a
cor da carroceria. Havia ainda rodas de 14 pol de alumínio e opção de
ar-condicionado.
A GTX Le Castellet, em que os defletores da carroceria saíam na cor do
carro, era apresentada em 1988. Também nesse ano o básico GT ganhava o
1,8 de 90 cv. Com o lançamento do
Corrado, em 1988, a VW retirou o Scirocco do mercado dos EUA e um
ano mais tarde do Canadá. Já na Europa sua carreira prosseguiu em
paralelo à do novo modelo, mas com apenas dois motores: 1,6 a carburador
com 72 cv e 1,8 a injeção com 95 cv. Os ingleses ganharam o acabamento
Scala, sempre 1,8, com detalhes externos na cor da carroceria (até mesmo
o fundo das rodas de 14 pol, as mesmas do Gol GT brasileiro), frisos
brancos ou pretos nas lanternas traseiras e revestimento dos bancos
acompanhando a cor externa.
Oferecido como alternativa mais barata ao Corrado, o Scirocco manteve
apenas duas versões de 1989 em diante. A GT II vinha com teto solar,
itens externos na cor da carroceria, direção assistida e bancos
especiais, além de caixa automática opcional, enquanto a Scala era mais
simples. Curiosamente, uma última fornada com motor de 16 válvulas foi
vendida em 1991 como GT II 16V. A produção do modelo era encerrada em
julho de 1992, após 291 mil exemplares (sendo 80 mil vendidos nos EUA),
deixando a impressão de que nunca mais haveria um Scirocco no catálogo
da VW. Mas não foi o que aconteceu.
Depois de
um longo inverno
O segundo Golf deu
lugar ao terceiro em 1991, este ao quarto em 1997 e o quinto chegou em
2003. Como o Corrado saiu de produção em 1996, a VW ficou sem
representante na categoria por bastante tempo, valendo-se apenas do Golf
GTI de três portas. Contudo, no Salão de Paris em outubro de 2006 era
anunciado o carro-conceito Iroc, um
hatch esportivo de linhas muito imponentes e perfil mais baixo que o do
Golf, o mesmo a que o Scirocco se propusera no passado. Dezoito meses
mais tarde, no Salão de Genebra em março de 2008, a terceira geração
trazia de volta o esportivo ausente do mercado por 16 anos.
Produzido na fábrica da AutoEuropa (fundada como associação com a Ford,
parceria desfeita em 2005) em Palmela, Portugal, o novo carro trocava as
linhas retas do passado por muitas curvas, mas homenageava o antigo em
detalhes como as largas colunas traseiras, a linha ascendente das
janelas e o teto baixo com vidros inclinados. Sua frente com faróis
alongados e grade baixa lançava um padrão de estilo que serviria de
inspiração aos demais VW. O Cx era apenas regular, 0,34 — o modelo não
passou pelo período em que esse aspecto teve maior importância para a
indústria. O carro estava pouco mais longo que a segunda geração, com
4,25 m, mas bem mais largo (1,81 m) e alto (1,40 m), além de estender a
distância entre eixos para 2,58 m. Inevitável em um projeto moderno, o
peso era também muito maior: 1.300 kg na versão de entrada.
No interior, ao lado de muitos componentes iguais ou similares aos do
Golf, o banco traseiro definido para só duas pessoas deixava clara a
identidade do Scirocco. O volante de aro grosso e base achatada e os
intensos apoios laterais dos bancos davam o ar esportivo a um ambiente
relativamente discreto, como é habitual na indústria alemã. A gama de
motores era caracterizada por usar
turbocompressor e injeção direta em
todas as opções. A gasolina havia o de 1,4 litro em duas versões, uma
com 122 cv e 20,4 m.kgf e outra com 160 cv e 24,5 m.kgf, esta associando
compressor e turbo; e o de 2,0 litros
com 200 cv e 28,5 m.kgf.
A diesel — outra tendência inescapável de nossos dias na Europa, mas que
não atingiu os antigos Sciroccos — havia o de 2,0 litros com 140 cv/32,6
m.kgf ou 170 cv/35,7 m.kgf. Havia seis marchas na caixa manual e seis ou
sete (esta apenas para o motor de 160 cv) na
automatizada DSG de dupla embreagem.
A tração permanecia dianteira, mas a suspensão traseira passava
a ser independente do tipo multibraço. Freios com sistema antitravamento
(ABS), controle de estabilidade e ajuste
da suspensão em três modos eram recursos eletrônicos que seus
antepassados também não conheceram, assim como a segurança das bolsas
infláveis frontais, laterais e de cortina.
Continua
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