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A miniatura do Vector W8 é
produzida pela Spark Model, de Macau (antiga possessão
portuguesa hoje pertencente à China), na escala 1:43 em resina,
em cor amarela. É bastante detalhada, com destaque para o enorme
limpador de para-brisa, vidro no teto, aletas do vidro traseiro,
rodas especiais e entradas e saídas de ar. |
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Já o exemplar único do
Vector Avtech WX-3 Roadster serviu de base para o modelo da
Ban-Seng, da Malásia, também na escala 1:43 e em resina, em cor
violeta. Essa miniatura, também detalhada, reproduz detalhes
como os bancos, painel e rodas. |
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A recepção da imprensa
norte-americana não poderia ser mais eufórica diante do W2, o supercarro
local que superava os renomados italianos |
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Com
bloco e cabeçotes de alumínio, o motor usava turbos Garret AiResearch H3
com refrigeração a água, resfriador de ar
e controle de pressão (booster). Pelo uso de um botão, o turbo
trabalhava com pressão mais alta por alguns instantes, aumentando ainda
mais a potência. A injeção era Bosch K-Jetronic. O
transeixo com caixa de câmbio automática
de três marchas Turbo Hydra-Matic 425, da General Motors, foi removido
de um Oldsmobile Toronado
1978, no qual operava com tração dianteira.
Se três velocidades parecem muito pouco, cabe lembrar que o elevado
torque permitia usar o motor em qualquer regime de rotação e ainda obter
alto desempenho. A caixa permitia 160 km/h em primeira marcha e, para
dar conta de todo o torque, foi reforçada e reconstruída pela B&M
Automotive. O desempenho anunciado era fenomenal: velocidade máxima de
até 389 km/h com aceleração de 0 a 100 km/h em quatro segundos e o
quarto de milha (400 metros) em 11 segundos. Mesmo assim, o consumo de
combustível estimado, de 6 km/l, não estava longe dos padrões do mercado
norte-americano da época.
Seguindo o princípio que norteou o projeto, o motor era instalado de
maneira a proporcionar fácil remoção, assim como a caixa e o
diferencial. Os freios a disco eram enormes Hurst-Airheart ventilados de
310 mm de diâmetro, nas quatro rodas, e contavam com sistema de controle
hidráulico de pressão AP-Lockheed, uma alternativa ao mais sofisticado
sistema antitravamento (ABS) — não se deve esquecer que estávamos em
1978. A direção contava com assistência hidráulica. A suspensão
dianteira usava braços triangulares sobrepostos, molas helicoidais e
amortecedores ajustáveis Koni. O eixo traseiro
De Dion era um dos poucos pontos no qual o Vector já estava ultrapassado para um carro esporte da época.
O chassi pesava apenas 158 kg e era do tipo semi-monocoque, com painéis
de fibra de carbono fixados por 6.000 rebites especiais Monel Cherrymax,
de especificação aeronáutica, ou colados com epóxi aeroespacial à
estrutura de alumínio. A frente e a traseira vinham em uretano, um
plástico flexível que permitia absorver a energia de deformação no
choque e depois voltar à forma original.
A carroceria parecia ter sido projetada para chamar a atenção, mesmo
diante de qualquer outro carro. As portas de abertura vertical no estilo
tesoura (famosas pelos Lamborghinis que a usaram desde o Countach)
levavam parte do teto para facilitar a entrada. A frente bastante baixa
era em forte cunha. Os faróis fixos vinham escondidos por três persianas
móveis enfileiradas na vertical, que se posicionavam na horizontal
quando eles eram ligados. A saída de ar entre os faróis tinha persianas
que combinavam com a dos faróis. Os faróis auxiliares ficavam no
para-choque, que, seguindo o perfil curvo do carro visto de cima — para
melhor aerodinâmica —, era bem estreito em relação à largura total de
1,93 metro. Os vidros laterais e o para-brisa eram escurecidos.
Os retrovisores, também para melhorar a aerodinâmica, ficavam do lado de
dentro do carro — possível pelo formato longitudinal em arco da linha de
cintura. Os limpadores de para-brisa tinham um formato especial, que
permitia ampla área de varredura em um vidro bastante comprido. Atrás,
um enorme aerofólio que surgiu apenas depois de uma reestilização do
protótipo, a qual também eliminou as persianas da saída de ar dianteira.
O vidro traseiro estava coberto por persianas horizontais, enquanto o
capô tinha faixas transparentes escurecidas, permitindo uma leve visão
do motor. O teto era quase todo ocupado por um vidro que podia ser
retirado. O bocal de combustível seguia o estilo de competição. Atrás do
motor havia um porta-malas respeitável.
Continua
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