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Com mecânica igual à do Cupra R,
o Bocanegra trouxe ao mercado a frente preta, inspirada no conceito de
mesmo nome revelado em 2008


O Ibiza Ecomotive ganhou medidas
para reduzir a emissão de CO2; na perua ST as linhas são mais esportivas
que em sua antepassada Vario |
Para
alguns mercados onde o torque em baixa rotação era muito apreciado, como
no México, havia também a unidade de 2,0 litros a gasolina. Corsa,
Fiesta, Polo, Clio, Grande Punto,
Peugeot 207 e Citroën C3 estavam entre
os concorrentes. A avaliação da Quattroruote com duas versões —
1,4 a gasolina e o mais potente dos 1,9 a diesel — deu notas altas para
posição de dirigir e o consumo da versão a diesel, mas lamentou as
retomadas de velocidade lentas e os comandos e instrumentos, além de ser
preciso pagar à parte pelo controle de estabilidade, que algumas marcas
ofereciam de série na categoria.
Ainda em 2008 aparecia a versão Ecomotive, equipada com o propulsor 1,4
turbodiesel, capaz da baixa emissão de 98 g/km de
CO2. As mudanças que fizeram o carro
percorrer 26,3 km/l em média incluíram central eletrônica reprogramada,
pneus mais estreitos (175/70 R 14), melhor aerodinâmica, marchas mais
longas e redução de peso. Em junho de 2009 era a vez do lado esportivo
do novo Ibiza aflorar com o lançamento das versões FR, Cupra e Bocanegra.
A primeira opção chegava com um motor 1,4 a gasolina com
injeção direta e turbo e
compressor somados, para 149 cv, e
câmbio manual automatizado DSG de
dupla embreagem de sete marchas. O Cupra
e o Bocanegra dividiam o mesmo propulsor, mas retrabalhado para 180 e
25,5 m.kgf. Com máxima de 225 km/h e 0-100 em 7,2 segundos, não deixava
saudades do antigo e beberrão 1,8 turbo.
Avaliado pela revista inglesa Autocar, o Cupra agradou pelo
"motor enérgico, cabine confortável, rodar suave e baixos custos de
operação", mas despertou críticas pela atuação excessiva do controle de
estabilidade, a direção "inconsistente" e o funcionamento da caixa DSG.
Segundo a publicação, o carro fazia "um argumento persuasivo por si
mesmo (...), mas esta classe é feita de recompensas ao motorista e ao
Seat falta o sabor que você esperaria. Embora bom na condução do dia a
dia, o câmbio DSG não melhora sua experiência se você realmente quer
explorar o potencial do motor e é quase inútil na pista". Conclusão: "O
Cupra é um supermíni prático e de bom custo-benefício, que satisfaz
várias exigências para um 'hot hatch' (...), mas nesta classe
entretenimento é uma área que não deveria ser comprometida".
No mesmo ano, no Salão de Barcelona, a Seat apresentava uma versão
especial em comemoração aos 25 anos do Ibiza. Batizado de 25th
Anniversary, o modelo, nas configurações de três e cinco portas, trazia
ar-condicionado automático, vidros escurecidos, rodas de alumínio de 17
pol, retrovisor direito que apontava o meio-fio com a ré engatada,
sistema de áudio com porta USB e interface
Bluetooth e os motores 1,4 e 1,9 a diesel. No início de 2010 um novo
motor turbodiesel de 2,0 litros e 140 cv chegava à gama. Depois do fim
da discreta Vario, a Seat apostava novamente em uma perua, desta vez
mais esportiva. Baseada no conceito IBZ Sport Tourer, mostrado no Salão
de Frankfurt em setembro de 2009, a Ibiza ST chegava ao mercado com
linhas muito atraentes e um traseira inclinada e esportiva. Com 4,23 m
de comprimento, a ST era apenas 18 cm maior que o hatch e surgia em um
segmento pouco explorado na Europa.
Olhando a passagem do tempo percorrida pelo Ibiza, é fácil notar a
importância do carro para a marca Seat. O modelo marcou sua
independência da Fiat, beneficiou-se da integração ao Grupo VW, trouxe
mais consumidores às concessionárias, melhorou muito com os anos e se
tornou sinônimo de esportividade. A latinidade europeia tem nele um
grande representante entre os carros pequenos.
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