


Grandes lanternas acompanhavam
as mudanças na dianteira de toda a linha Ibiza; na foto inferior está o
Cupra R, ainda mais potente -- 180 cv


Cordoba e Vario passavam pelas
mesmas alterações; o motor 1,6 com bloco de alumínio e 101 cv já estava
disponível desde os modelos 1996 |
Já a
Quattroruote elogiou o novo 1,8 16V de 129 cv, que deixou o Ibiza
um "esportivo de sangue quente". Ela assim descrevia o motor capaz de
levá-lo a 218 km/h e com torque de 16,3 m.kgf: "Sobe de giros que dá
prazer, especialmente em média rotação, nos quais responde com uma
prontidão apreciável, mas faz sentir um pouco demais sua voz rouca". O
carro foi considerado "um clássico GTI, com tudo o que essa sigla
significa: ótimo desempenho e estabilidade previsível, mas também um
conforto de marcha um tanto relativo, aceitável apenas pelos que amam
acelerar fundo sem pensar em nada mais".
A Seat promovia em 1996 uma reforma discreta em grade e faróis. O
Cordoba ganhava a opção de duas portas, que trazia rodas de 15 pol e
aerofólio traseiro no acabamento esportivo SX, e estava disponível o
motor 1,6 de nova geração do Grupo VW, com bloco de alumínio,
coletor de admissão variável, 101 cv e
14,3 m.kgf. Junto a essas mudanças nascia um nome de peso no segmento
dos pequenos esportivos: o Ibiza Cupra, com um propulsor de 2,0 litros
dotado de duplo comando e 16 válvulas, com os quais obtinha 152 cv e
18,4 m.kgf. Aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 9 s e máxima de 200
km/h eram marcas muito interessantes para sua categoria. Completavam o
conjunto rodas, anexos aerodinâmicos e bancos diferenciados. Clio
Williams, Corsa GSi e Punto GT Turbo estavam entre os adversários,
diante dos quais o espanhol não fazia feio.
Os outros motores também mudavam. O de entrada agora deslocava 1,0
litro, mas estava pouco mais potente, com 50 cv. O 1,3 saía de linha,
dando espaço para os 1,4 de 8 e 16 válvulas com 59 e 100 cv, na ordem. O
1,8 16V saía do catálogo, mas junto ao antigo 2,0 de oito válvulas
estreava outro de mesma cilindrada, com 16 válvulas, 150 cv e 18,4
m.kgf, para o GTI. A diesel havia o 1,9 com 63 cv e duas versões com
turbo, de 89 e 110 cv — esta para a versão GT. A nomenclatura dos
acabamentos seguia novo padrão: básico, E, S, SE, SXE, Sport, GT, GTI e
GTI Cupra Sport, em ordem crescente de preço. A mesma Auto Motor fazia um comparativo em 1998
com a Cordoba Vario Sporty 1,4 ao lado da Fiat Palio Weekend de 1,25
litro, importada do Brasil, e da checa Skoda Felicia Break 1,3. Os
pontos altos da perua Ibiza foram espaço, estabilidade e qualidade de
fabricação; as críticas focaram o acesso ao compartimento de bagagem e o
apoio lombar dos bancos. Embora com menor espaço para as malas (390
litros) e desempenho inferior ao das concorrentes, a Seat mostrou menor
consumo em autoestrada, maior conforto de marcha e bom padrão de
segurança, o que a levou ao primeiro lugar no confronto, seguida de
perto pela Palio.
Em 1999 o Ibiza se distanciava do primo Polo no que dizia respeito ao
desenho. A frente recebia faróis mais arredondados e a grade agora era
dividida em três partes, sendo que a seção central vinha evidenciada com
um ressalto no capô — essa seria a assinatura da Seat em todos os
modelos. Na traseira as lanternas estavam maiores. O desenho começava no
fim da janela lateral e havia um prolongamento na tampa do porta-malas
que ficava mais lisa. A placa descia para o para-choque e sumia o
refletor que unia as lanternas. Por dentro a evolução era ainda maior:
painel todo remodelado com curvas que "abraçavam" mais o motorista,
assim como os painéis de portas. Mais agradável e moderno, o ambiente
interno recebia equipamentos como ar-condicionado automático e uma tela
multifuncional que mostrava informações como a estação de rádio.
Sob a tutela da VW, o passado duvidoso do Ibiza ficara mesmo
para trás. Com qualidade construtiva adequada ao rigor dos europeus, o
pequeno espanhol se tornava uma das melhores opções no segmento. Na área
esportiva o Cupra ganhava turbo e cinco válvulas por cilindro no motor
de 1,8 litro para chegar a 156 cv e 21,4 m.kgf, que o levavam a 218 km/h
e de 0 a 100 em 7,9 segundos. Foi o primeiro do segmento a oferecer de
série o controle de estabilidade e vinha
com pneus 195/45 R 16. Comparado a seis oponentes (Citroën Saxo VTS,
Punto HGT, Corsa GSi, Peugeot 206 GTI,
RenaultSport Clio e VW Lupo GTI) pela Quattroruote, em 2000, esse
Ibiza esportivo foi elogiado pelo motor potente, o desempenho e a
direção segura, com freios e estabilidade muito bons, mas criticado pelo
comando de câmbio e o alto consumo. Foi o segundo mais veloz, atrás do
Clio, e o terceiro mais rápido de 0 a 100 km/h, perdendo para o Citroën
e o Renault.
Continua
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