De 1,8 para 2,0 litros, depois com 16 válvulas e 150 cv: motores mais potentes reforçaram o apelo do esportivo GSi, também disponível com cinco portas

A aerodinâmica da versão era ainda melhor, com Cx 0,30; o painel com instrumentos digitais foi criticado, levando a Opel a oferecer analógicos

A geração E também contou com a Van, uma perua sem vidros e banco na traseira; novidade era o Combo, acima, um furgão com teto mais alto

A oferta de motores continuava ampla: 1,2-litro com 55 cv, 1,3 com 60 cv, 1,4 com 75 cv, 1,6 com 75 cv, 1,6 S com 90 cv e 1,8 com injeção e 90 cv, todos a gasolina, e ainda as unidades Isuzu a diesel de 1,5 (72 cv com turbo), 1,6 (54 cv) e 1,7 litro (57 cv sem turbo, 82 cv com ele). Os câmbios permaneciam com quatro ou cinco marchas no manual e três no automático. O peso ficava entre 855 e 1.030 kg conforme a versão.

O GSi era atração à parte, a começar pelo estilo, com para-choques diferenciados na cor da carroceria, grade estreita, saídas de ar no capô, aerofólio na tampa traseira e rodas de 14 pol ante as de 13 dos outros Kadetts. No interior eram aplicados bancos dianteiros Recaro, painel de instrumentos digitais — criticados por muitos, o que levou a Opel a oferecer os analógicos como alternativa —, computador de bordo e volante de três raios. A suspensão vinha mais baixa e firme, os freios dianteiros tinham discos ventilados e havia opção por sistema antitravamento (ABS). O motor de 1,8 litro com injeção, 116 cv e 15,3 m.kgf foi usado de início.

O Golf foi mais uma vez chamado para o embate com o novo Kadett, em sua versão inglesa Astra, dessa vez pela What Car?.  O GTE 1,8 da Vauxhall encarou o GTI 1,8 da VW e também o MG Maestro 2,0 EFI. Os três ficaram equilibrados em desempenho, estabilidade e conforto de marcha, mas o Astra foi bem inferior em espaço e perdeu também no convívio com o carro, embora vencesse o Golf em custos.

O resultado não foi animador para a GM, com o último lugar: "Registramos um desapontamento com o Astra. À parte sua aparência (que alguns de nós amaram e outros odiaram), há muito pouco que seja mesmo aprimorado no novo modelo. Ele certamente chama atenção e o rodar está melhor que o do original, mas aqueles pontos cegos na visão traseira e a apertada área posterior da cabine o farão mais adequado ao entusiasta que ao motorista de família. Na estrada, porém, o desempenho do GTE é excelente, e a estabilidade, exemplar, com a maior aderência ao solo do trio".

Comparação semelhante fez a Car  inglesa: Astra GTE 1,8, Golf GTi 1,8, Escort XR3i 1,6 e Fiat Strada 130 TC. O Vauxhall obteve a maior velocidade máxima, mas foi o mais lento na aceleração. A revista assinalou problemas: "O GTE tem requisitos para ser a estrela da classe, mas o motor é flácido em médias rotações e ruidoso; a suspensão é áspera demais; o espaço no banco traseiro é o pior do grupo; e, mais importante, falta ao carro a resposta envolvente em velocidade que tanto distingue e destaca o Golf e o Strada". O vencedor do embate foi o VW, que "ainda reina supremo como um carro de alto desempenho para uso geral". Continua

O Kadett E pelo mundo

Se o Kadett D teve poucas variações à parte o Vauxhall Astra inglês, o modelo E voltou a ser vendido em muitos mercados e ganhou uma sobrevida surpreendente para um carro que, na Alemanha, deixou de ser feito em 1991.

Na África do Sul, o sedã de três volumes era chamado de Opel Monza, nome curioso por ter sido usado, entre 1977 e 1987, em um cupê sofisticado da linha Senator europeia. Mas foram os sul-coreanos que lançaram a maior variedade de Kadetts pelo mundo.

A Daewoo, que baseava todos os seus modelos em projetos da GM, começou a fazer o modelo em 1986, em versões hatch de três e cinco portas e sedã de quatro portas. Logo o exportava para diversos mercados com nomes tão diferentes como Asüna GT e SE (no Canadá), Daewoo 1.5i (na Austrália), Daewoo Fantasy (na Tailândia), Daewoo LeMans, Daewoo Pointer, Daewoo Racer, Passport Optima (também no Canadá, antes do Asüna) e Pontiac LeMans.

Este último marcava o retorno do Kadett aos EUA, em 1987, e também usava o nome de um modelo bem maior e mais potente da GM. A versão GSE, de apelo esportivo, tinha motor de 2,0 litros e 96 cv. Uma reforma no desenho frontal (mostrada na foto do Asüna), era aplicada em 1991. As vendas por lá, assim como no Canadá, cessaram dois anos depois.

Mas esse não era o fim da linha para o Kadett sul-coreano. Em 1994, frente e traseira passavam por grandes alterações para rejuvenescer o desenho, que já acumulava 10 anos, e surgia o motor de 1,5 litro com opção por 16 válvulas. O carro foi rebatizado Daewoo Cielo, mas mercados de exportação, alguns deles na Europa ocidental, o receberam com nomes como Heaven, Nexia, Racer, Super Racer (todos com a marca Daewoo) e Chevrolet Nexia.

Em 1996 o modelo ganhava produção no Egito, na Romênia e no Uzbequistão. Se a Coreia abandonava o Cielo em 1997 para abrir espaço ao Lanos, os romenos estenderam sua fabricação até 2007, os egípcios pararam no ano seguinte e — surpresa — a GM Uzbekistan continua a fazê-lo sob o nome Daewoo Nexia, quase 30 anos depois do lançamento europeu.

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