

Além do GSi, o conversível
oferecia versões menos potentes (embaixo), mas não contou com o motor de
16 válvulas, que ficou restrito ao hatch


A linha 1989 mudava em
para-choques, grade e detalhes internos; dois anos depois, as principais
versões do Kadett cediam lugar às do Astra |
A
crescente competição entre os esportivos no mercado exigiu providências
da Opel para aumentar o apelo do GSi. A linha 1987 trazia a unidade de
2,0 litros com a mesma potência e maior torque (17,3 m.kgf), quando
dotada de catalisador, ou 129 cv e 18,4 m.kgf sem o equipamento
antipoluição. Em março de 1988 estreava o 2,0 com duplo comando e quatro
válvulas por cilindro, capaz de fornecer 156 cv (150 com catalisador) e 20 m.kgf, patamar
bastante alto para a categoria. Com ele, o GSI 16V acelerava de 0 a 100
em oito segundos, atingia 217 km/h de máxima e vinha com freios
traseiros a disco.
A Quattroruote definiu a novidade como "esportivo, mas também
dócil", e explicou: "Ele traz grande satisfação a quem ama a direção
esportiva. Não se trata, porém, de um carro de caráter nervoso. O torque
é extremamente favorável; o motor retoma velocidade bem mesmo em baixos
regimes, assegurando sempre uma agilidade notável. A estabilidade é boa;
em curva ele tende a alargar a trajetória, mas de modo sempre previsível
e controlável".
Com a chegada do 16V, o Astra GTE inglês era colocado em confronto ao
Escort RS Turbo e ao MG Maestro Turbo, em 1989, pela Car. O
Vauxhall venceu em aceleração e velocidade máxima e, desforrando os
comparativos anteriores, saiu-se o melhor: "O Vauxhall está muito perto
da perfeição. Suas faltas são compensadas por um motor que entrega uma
verve excelente e economia. Considere a precisa estabilidade, os freios
potentes e o conforto da cabine — nenhum rival oferece melhores bancos
ou posição de dirigir superior —, e o bem-acabado Vauxhall obtém pontos
suficientes para vencer o confronto".
Também chegava às ruas em 1987 o Kadett Cabriolet, o primeiro
conversível de verdade na série — o Aero era um targa — desde os anos
30. Revelado dois anos antes como conceito, ele tinha a carroceria
modificada pelo estúdio Bertone e uma capota de lona. Podia usar desde o
motor 1,3 até o 2,0-litros, no caso do GSi.
Com esse último ele foi testado pela Quattroruote, que destacou
"o motor brilhante, a estabilidade correta e o bom consumo", mas
criticou "a direção melhorável, o conforto escasso e a climatização
pouco eficiente". Segundo a revista, ele "mantém a boa habitabilidade do
sedã, com espaço para quatro pessoas mais que adequado à categoria. O
motor está entre os mais interessantes. Responde com prontidão ao
comando, é potente, com uma vivacidade tipicamente esportiva, e oferece
desempenho de alto nível. E se mostra econômico".
A linha E contou ainda com a Van, derivada da perua, e o Combo, um
furgão com grande baú na parte traseira, maior entre-eixos e suspensão
posterior com eixo rígido. Das muitas séries especiais, destacava-se a
Sprint. A de 1986 era um hatch com acessórios esportivos; dois anos mais
tarde a edição ressurgia como um sedã quatro-portas com motor 2,0,
anexos aerodinâmicos da Irmscher e suspensão mais firme. Para-choques e
grade mudavam no começo de 1989 em toda a gama. Para o GSi 16V, a edição
Champion de 1990 trazia rodas de 15 pol com pneus 185/55 e a opção de
revestimento dos bancos em couro Connolly.
Robustez mecânica e diversidade de opções, duas características de longo
tempo associadas ao Kadett, fizeram da geração E a mais bem-sucedida da
história do modelo, com mais de 3,7 milhões de unidades vendidas. Hatch,
sedã e Caravan deixavam o mercado em 1991, ano em que davam lugar à
linha Astra, mas o conversível perdurou mais dois anos, renomeado Opel
Convertible, até que a versão aberta do novo carro estivesse pronta.
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