Novo vigor em 2001: o motor V6 de 3,5 litros, de geração mais moderna, desenvolvia 243 cv e melhorava muito as acelerações do Pathfinder

No Japão o modelo saía de linha em 2002, mas sua aceitação nos EUA e na Europa levou a Nissan a manter a produção em dois continentes

A hora das linhas retas: bem maior e mais pesada, a terceira geração acomodava uma terceira fila de bancos em um interior mais sofisticado

Avaliado no mesmo ano pelo Best Cars, o Pathfinder SE agradou pelos itens de conveniência, de segurança (como bolsas infláveis laterais) e o aspecto refinado do interior. O motor de 3,3 litros era "relativamente silencioso (vibra um pouco mais em regimes médios) e tem torque bem distribuído (90% já a 1.500 rpm), mas move os 1.852 kg do utilitário sem grande desenvoltura. É preciso acelerar fundo para obter respostas mais ágeis — e o consumo sobe à estratosfera." O câmbio automático deixou boa impressão pela suavidade. Quanto ao comportamento dinâmico, consideramos que "inspira confiança dentro de seu segmento. As suspensões permitem conforto acima da média em pisos irregulares e lombadas, onde a tendência a saltar é reduzida".

Outras novidades vinham em 2001, em especial sob o capô: estreava o V6 da moderna geração VQ, também usada em diversos automóveis da marca. Com 3,5 litros, bloco de alumínio, quatro válvulas por cilindro e coletor de admissão de geometria variável, fornecia 243 cv e 36,6 m.kgf para um desempenho muito superior, como 0 a 96 km/h em 8,8 segundos, menos 2,1 s que no anterior pelos dados da fábrica. A grade dianteira era novamente refeita e, na versão de topo LE, a tração integral passava a ser a mesma do Infiniti QX4 (leia boxe abaixo), que incluía um modo 4x4 automático para variar a repartição de torque entre os eixos conforme a aderência disponível.

Por dentro, navegador por satélite e toca-DVDs para o banco traseiro eram novos recursos de tecnologia. No ano seguinte vinham rodas de 17 pol para o LE e comandos de áudio no volante. Ainda em 2002 o modelo deixava de ser vendido no Japão, embora permanecesse por mais dois anos nos mercados de exportação. Nos EUA, o Pathfinder 2003 trazia controle eletrônico de tração e opção de cortinas infláveis, enquanto o ano-modelo seguinte ficou inalterado à espera de uma completa reformulação.

De monobloco para chassi   Como aconteceu com muitos automóveis e utilitários, o Pathfinder continuou a crescer com a mudança de geração. A terceira, de codinome R51, era revelada no Salão de Detroit de 2004 e ganhava de vez a nacionalidade norte-americana, sendo fabricada em Smyrna, no estado do Tennessee, e em Barcelona para atender aos mercados europeus — não mais constava do Japão. A construção voltava a ter carroceria sobre chassi, recorrendo à mesma plataforma F-Alpha que atendia aos picapes Frontier (médio) e Titan (grande).

Ainda era possível identificar traços habituais do utilitário, como os arcos ressaltados nos para-lamas e as maçanetas traseiras nas colunas, mas a Nissan havia mesmo refeito seu representante no segmento. Ele estava encorpado, com ampla grade cromada, faróis com lâmpadas de xenônio em algumas versões, laterais lisas e predomínio de linhas retas. Parecia-se com o modelo conceitual Dunehawk do Salão de Frankfurt. Quanto às dimensões, o comprimento aumentava 12 cm, a largura 3 cm, a altura 5 cm e o entre-eixos nada menos que 15 cm. O peso acompanhava o crescimento: 2.190 kg na versão a gasolina e 2.250 na turbodiesel.

Com todo esse porte, foi possível aplicar uma terceira fila de bancos para levar até sete pessoas. Tanto esses assentos quanto os da segunda fila podiam ser rebatidos e formar um assoalho plano com dois metros de comprimento, ideal para grandes volumes.  Outras evoluções no interior eram ar-condicionado com controles independentes para a segunda fila de bancos e ajuste elétrico do banco do motorista com memórias. Continua

Na Infiniti
A exemplo da Toyota com a Lexus, a Nissan inaugurou em 1989 uma divisão de prestígio com foco no mercado norte-americano, de modo a vender carros mais luxuosos em instalações diferenciadas. A Infiniti começou com sedãs, mas em alguns anos aderiu ao gosto norte-americano por utilitários esporte. Em 1997 aparecia o QX4, derivado do Pathfinder.

Além de algumas alterações visuais, a versão Infiniti trazia interior mais refinado, com revestimento em couro de série e apliques de madeira. O motor de 3,3 litros era o mesmo, mas vinha associado à caixa automática de série e a uma tração integral mais evoluída, do tipo permanente e com diferencial central. Havia quatro modos de uso, selecionados por um comando no painel.
Um de tração apenas traseira, outro com repartição automática de torque (até 50% para as rodas dianteiras quando as traseiras perdessem tração), um com repartição bloqueada em 50% por eixo e o mesmo com redução. Na época, o modelo da Nissan usava um sistema temporário que não podia ser acionado sobre piso aderente, sobretudo em curvas, sob risco de causar desgastes na transmissão.

O modelo 1999 ganhava bolsas infláveis laterais e, no ano seguinte, o motor passava a ser o 3,5 de 243 cv. O modelo 2001 trouxe a mesma extensa revisão do Pathfinder "1999 e meio", ao lado de faróis de xenônio, navegador por satélite e painel reformulado. Uma versão com tração só traseira tornou-se disponível. Dois anos mais tarde, contudo, a Infiniti tirava o modelo de linha.

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