
No Japão o modelo saía de linha
em 2002, mas sua aceitação nos EUA e na Europa levou a Nissan a manter a
produção em dois continentes



A hora das linhas retas: bem
maior e mais pesada, a terceira geração acomodava uma terceira fila de
bancos em um interior mais sofisticado |
Avaliado no mesmo ano pelo Best Cars, o Pathfinder SE agradou
pelos itens de conveniência, de segurança (como bolsas infláveis
laterais) e o aspecto refinado do interior. O motor de 3,3 litros era
"relativamente silencioso (vibra um pouco mais em regimes médios) e tem
torque bem distribuído (90% já a 1.500 rpm), mas move os 1.852 kg do
utilitário sem grande desenvoltura. É preciso acelerar fundo para obter
respostas mais ágeis — e o consumo sobe à estratosfera." O câmbio
automático deixou boa impressão pela suavidade. Quanto ao comportamento
dinâmico, consideramos que "inspira confiança dentro de seu segmento. As
suspensões permitem conforto acima da média em pisos irregulares e
lombadas, onde a tendência a saltar é reduzida".
Outras novidades vinham em 2001, em especial sob o capô: estreava o V6
da moderna geração VQ, também usada em diversos automóveis da marca. Com
3,5 litros, bloco de alumínio, quatro válvulas por cilindro e
coletor de admissão de geometria variável,
fornecia 243 cv e 36,6 m.kgf para um desempenho muito superior, como 0 a
96 km/h em 8,8 segundos, menos 2,1 s que no anterior pelos dados da
fábrica. A grade dianteira era novamente refeita e, na versão de topo
LE, a tração integral passava a ser a mesma do Infiniti QX4 (leia
boxe abaixo), que incluía um modo 4x4 automático para variar a
repartição de torque entre os eixos conforme a aderência disponível.
Por dentro, navegador por satélite e toca-DVDs para o banco traseiro
eram novos recursos de tecnologia. No ano seguinte vinham rodas de 17
pol para o LE e comandos de áudio no volante. Ainda em 2002 o modelo
deixava de ser vendido no Japão, embora permanecesse por mais dois anos
nos mercados de exportação. Nos EUA, o Pathfinder 2003 trazia controle
eletrônico de tração e opção de cortinas infláveis, enquanto o
ano-modelo seguinte ficou inalterado à espera de uma completa
reformulação.
De
monobloco para chassi
Como aconteceu com
muitos automóveis e utilitários, o Pathfinder continuou a crescer com a
mudança de geração. A terceira, de codinome R51, era revelada no Salão
de Detroit de 2004 e ganhava de vez a nacionalidade norte-americana,
sendo fabricada em Smyrna, no estado do Tennessee, e em Barcelona para
atender aos mercados europeus — não mais constava do Japão. A construção
voltava a ter carroceria sobre chassi, recorrendo à mesma plataforma
F-Alpha que atendia aos picapes Frontier (médio) e Titan (grande).
Ainda era possível identificar traços habituais do utilitário, como os
arcos ressaltados nos para-lamas e as maçanetas traseiras nas colunas,
mas a Nissan havia mesmo refeito seu representante no segmento. Ele
estava encorpado, com ampla grade cromada, faróis com
lâmpadas de xenônio em algumas versões,
laterais lisas e predomínio de linhas retas. Parecia-se com o modelo
conceitual Dunehawk do Salão de
Frankfurt. Quanto às dimensões, o comprimento aumentava 12 cm, a largura
3 cm, a altura 5 cm e o entre-eixos nada menos que 15 cm. O peso
acompanhava o crescimento: 2.190 kg na versão a gasolina e 2.250 na
turbodiesel.
Com todo esse porte, foi possível aplicar uma terceira fila de
bancos para levar até sete pessoas. Tanto esses assentos quanto os da
segunda fila podiam ser rebatidos e formar um assoalho plano com dois
metros de comprimento, ideal para grandes volumes.
Outras evoluções no interior eram ar-condicionado com
controles independentes para a segunda fila de bancos e ajuste elétrico
do banco do motorista com memórias.
Continua
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