


Depois da chegada do motor V8 de
5,6 litros e 310 cv, o modelo 2010 (fotos) recebeu um novo V6
turbodiesel e pequenas alterações de estilo |
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O Pathfinder é
um dos modelos mais longevos na gama Nissan no
Brasil: chegou em 1993, três anos depois da
liberação das importações, e permanece desde então
como o principal utilitário esporte importado da
marca.
As duas primeiras gerações foram vendidas com motor
V6 a gasolina e com o turbodiesel, sempre com tração
nas quatro rodas. O V6 de 3,0 litros foi mantido até
a remodelação de 1999, quando deu lugar ao de 3,3. A
versão 3,5 apareceu só em 2003, três anos depois da
estreia nos EUA. Com a chegada do terceiro modelo,
em 2005, a Nissan passou a oferecer tanto o V6 4,0 a
gasolina quanto o 2,5 turbodiesel. |
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Tamanho e peso combinam com mais potência, e foi o que a Nissan
providenciou. O motor padrão para os EUA era agora o V6 da linha VQ com
4,0 litros, 24 válvulas, 270 cv e 39,3 m.kgf, enquanto mercados externos
podiam ter o novo turbodiesel de quatro cilindros, 2,5 litros e 16
válvulas, capaz de 174 cv e 41,1 m.kgf. A caixa automática — de série
para os norte-americanos — tinha cinco marchas e permitia mudanças
manuais; a manual, nos países em que estava disponível, usava seis.
Continuava a escolha entre tração em duas ou nas quatro rodas, esta com
quatro modos de uso: 4x2, 4x4 com repartição automática de torque entre
os eixos, 4x4 com repartição fixa (50:50) e 4x4 com redução. A suspensão
traseira agora era independente havia
controle de estabilidade.
Em sua avaliação no lançamento brasileiro, o Best Cars destacou a
"desenvoltura no asfalto e na terra. O novo motor turbodiesel emite
baixa vibração, mas ainda é um pouco ruidoso em rotações mais elevadas.
Seu desempenho é bom, desenvolvendo velocidade com destreza no asfalto e
entregando torque em baixos giros em condições fora de estrada. Na
versão a gasolina, o desempenho é excelente, seu funcionamento é suave e
o silêncio impera. Em ambos a suspensão filtra bem as irregularidades do
solo, não transfere aos passageiros vibrações e solavancos em demasia,
nem inclina demais em curvas. O chassi garante poucas torções e ruídos
nos obstáculos."
Nos EUA, a revista Automobile Magazine colocou o Nissan ao lado
de Buick Rainier, Chevrolet Trailblazer, Mitsubishi Endeavor, Honda
Pilot, Explorer, Grand Cherokee e 4Runner. E ele se saiu bem: por US$
3.400 a menos que o Jeep, oferecia "uma personalidade similar, mais
espaço, mais utilidade, dois lugares extras e um novo e atraente visual.
Estávamos inclinados a dar a vitória ao Nissan, mas isso realmente
depende de seu gosto e de sua conta bancária. O 4Runner era o mais
barato do teste, mas brigaria pelo lugar de topo mesmo com o preço à
parte".
Apesar do bom desempenho do Pathfinder de 4,0 litros, havia demanda nos
EUA por um motor V8, sempre apreciado naquela terra de combustível
barato. A Nissan produzia uma unidade moderna da linha VK, com 5,6
litros, 32 válvulas, 310 cv e 56,3 m.kgf, e passou a oferecê-la no
modelo 2008. Pequenas mudanças de estilo acompanhavam o novo vigor.
Outros mercados — na Europa, América do Sul, Ásia e Oceania — não
recebiam o V8, mas ganhavam em 2010 um V6 turbodiesel do grupo
Renault-Nissan com 3,0 litros, 240 cv e 51 m.kgf. A opção 2,5
turbodiesel permanecia e estava mais potente, com 190 cv. Havia também
retoques em grade, faróis, capô, para-choques e traseira, além da opção
de rodas de 18 pol.
Depois de 24 anos e três gerações, o Nissan Pathfinder é um exemplo de
como um veículo pode se transformar para atender ao que o mercado espera
dele. O utilitário esporte não só cresceu e ganhou requinte e potência:
seu foco mudou do público jovem, que apreciava a versão inicial de três
portas, para compradores mais maduros em busca de um veículo robusto e
espaçoso. Enquanto isso, modelos como XTerra, XTrail e Murano foram
adicionados à família Nissan para preencher lacunas que o Pathfinder
deixou nesse seu processo de encontrar o caminho para o sucesso.
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