

Esse novo Pathfinder estava
maior e oferecia bolsas infláveis e freios ABS nas quatro rodas; o V6 de
3,3 litros oferecia 170 cv e mais torque


Enquanto o interior ganhava
refinamento, a linha "1999 e meio" trazia mudanças estéticas para
recuperar o ar robusto dos modelos originais |
Os para-lamas já não
tinham forma abaulada, mas a frente lembrava a do antecessor e, nas
portas traseiras, as maçanetas permaneciam discretas nas colunas, embora
estas não mais viessem em preto. O estepe vinha sob o compartimento de
bagagem, em montagem externa, e o vidro traseiro podia ser aberto em
separado da tampa, conveniente para acesso a pequenos volumes. Fabricado
em Kyüshü e também em Barcelona, na Espanha, o novo Pathfinder estava
maior: crescia 17 centímetros em comprimento, importantes 13 cm em
largura, 3 cm em altura e 5 cm na distância entre eixos.
Em busca de um segmento superior de mercado, ele abandonava o motor a
gasolina de quatro cilindros. Nos EUA, a única opção era o V6 da linha
VG com cilindrada ampliada para 3,3 litros, o que lhe rendia 170 cv e
27,1 m.kgf. Podia receber caixa manual ou automática. Outros mercados,
como o europeu, dispunham do quatro-cilindros turbodiesel de 2,7 litros
com 127 cv, que mais tarde daria lugar ao de 3,0 litros e 168 cv. A
suspensão dianteira trocava o conceito de braços sobrepostos pelo
McPherson, típico de automóveis; o ABS chegava às quatro rodas e havia
bolsas infláveis frontais para motorista e passageiro. XE, SE e LE eram
os acabamentos disponíveis em ordem ascendente de preço.
Avaliado pela revista norte-americana Motor Trend, o utilitário
cativou pela versatilidade: "Exibe modos urbanos, mas possui a
habilidade de responder a chamadas de serviço e de aventura. (...)
Especial atenção foi dada a mitigar ruídos, vibrações e aspereza,
resultando em uma cabine mais silenciosa e uma experiência ao dirigir
mais luxuosa. (...) Potência adequada está à disposição no novo motor
V6, embora a aceleração seja menos que brilhante. A arrancada de 11,5
segundos de 0 a 96 km/h é um pouco mais lenta que a da geração anterior
e coloca-o no meio termo dentro da concorrência."
A mesma publicação comparou o Nissan ao Isuzu Rodeo e ao 4Runner, todos
com motor V6 e tração integral. O Pathfinder obteve resultados modestos
na pista, com aceleração mais lenta que a do Toyota e os piores números
do grupo em frenagem e aceleração lateral. Mesmo assim, convenceu ao
volante: "Sua suspensão mais firme estava em quase completo controle. Em
trechos rápidos, nossos testadores preferiram seu comportamento mais
preciso, que transmitia uma sensação mais esportiva e maior confiança".
Os equipamentos internos também mereceram elogios, mas houve críticas ao
desempenho, ao aproveitamento do espaço de bagagem e ao conforto no
banco traseiro. A vitória no comparativo foi do 4Runner.
No Salão de Detroit em janeiro de 1999, já no meio desse ano-modelo, o
Pathfinder passava por uma remodelação estética que lhe conferia aspecto
mais robusto com os novos para-choques, capô, grade, faróis (agora com
refletores de superfície complexa) e
lanternas traseiras. De certa forma recuperava a aparência "invocada" da
primeira geração, que havia sido perdida em parte com as linhas mais
suaves do segundo modelo.
Como o utilitário esporte XTerra
(baseado no picape Frontier, com carroceria sobre chassi, e de
acabamento mais simples) estava por chegar aos mesmos mercados, a Nissan
aproveitou para aumentar a gama de itens de conveniência, que incluía
controle automático de temperatura do ar-condicionado,
controlador de velocidade integrado ao
volante e rádio com toca-fitas e toca-CDs. Contudo, embora as bitolas
mais largas ajudassem na estabilidade, a Nissan descartava o controle
eletrônico de amortecimento.
Continua
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