


Consagrado, o modelo de cinco
portas logo substituiu o de três; poucas alterações foram feitas no
Pathfinder até o encerramento dessa geração |
Além
disso, o acabamento da coluna em preto disfarçava sua presença e dava a
impressão de haver um único e grande vidro na região. A versão de cinco
portas foi tão bem recebida que logo se tornou a única opção, convivendo
com a de três apenas naquele ano-modelo. Ao mesmo tempo, retoques
visuais na grade dianteira — agora com o emblema Nissan ao centro — e no
interior eram aplicados a todo Pathfinder, enquanto os motores vinham
revitalizados pela adoção de injeção
multiponto. O quatro-cilindros, de mesma cilindrada mas de geração
mais moderna, passava a ter 140 cv, e o V6, 153 cv.
A revista norte-americana Popular Mechanics, ao avaliar a versão
de cinco portas, destacou o conforto de rodagem e a estabilidade: "A
suspensão traseira dá-lhe um conforto de carro de luxo, para os padrões
de utilitários". O motor V6 foi considerado "um pouco preguiçoso em
baixas rotações, mas, uma vez atingida a metade do conta-giros, ele
mostrou-se suave e alegre". Elogios também ao acabamento, que "se
equivale ao do Nissan Maxima, o que significa um nível bastante alto".
Outra avaliação é a da Consumer Guide, que considera essa fase do
Pathfinder "robusto e durável como um canivete suíço". Entre os pontos
elogiados estão o rodar macio, o espaço para ocupantes e bagagem, a
opção de ABS e a capacidade para pisos de baixa aderência nas versões
4x4. Essa primeira geração, de codinome WD21, recebeu poucas
modificações até o fim de sua produção: novos para-choques em 1993 e um
painel mais arredondado no ano seguinte. Foi também produzida em
Purwakarta, na Indonésia.
O modelo 1993 enfrentava uma ampla concorrência na
Popular Mechanics, o que incluiu os novos Jeep Grand Cherokee e Ford
Explorer e os conhecidos Blazer, 4Runner (no Brasil, Hilux SW4) e Range Rover. Segundo a revista, o Pathfinder V6 tinha
"virtudes fora de estrada — amplo vão livre do solo, um bom sistema 4x4
acionado sob demanda, excelente direção,
diferencial autobloqueante, pneus fora de estrada de
verdade — mais equipamentos de luxo. Ele se sente muito estável, bem
acima da média do grupo. Onde perde um pouco é em espaço para pernas no
banco traseiro e em potência".
De chassi
para monobloco
Depois de quase uma
década sem grandes mudanças, o Pathfinder estava, de fato, defasado
diante da chegada de novos oponentes. Em 1996 a Nissan apresentava sua
segunda geração, de codinome R50, em que a carroceria sobre chassi dava
lugar a um monobloco para maior rigidez e menor peso. Agora havia apenas
o modelo de cinco portas, com linhas mais arredondadas e atuais.
Continua
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