


Variedade de versões, interior
luxuoso e aptidão para qualquer terreno continuaram, nos anos 2000, a
ser os pontos de destaque do Classe G |
No
mesmo ano, o G 290 TD trazia turbo no motor a diesel de 2.874 cm³, com
120 cv, e o conversível ganhava comando elétrico da capota. O G 500, com
o V8 de 5,0 litros, retornava como opção normal de linha. Agora com
4.996 cm³, 296 cv e 45 m.kgf, sua velocidade final era de 190 km/h e de
0 a 100 km/h bastavam 9,7 segundos.
Coração
esportivo
A
preparadora AMG, que havia feito de forma independente um Classe G mais
potente já em 1988 (leia boxe) e fora
incorporada à Mercedes, apresentava sua nova interpretação em 1999: o G
55 AMG, com motor V8 de três válvulas por cilindro, 5.439 cm³, 354 cv e
54 m.kgf. Estava calçado com pneus 285/55 R 18 e exibia saídas laterais
de escapamento. Outro lançamento era o G 500 Guard, com blindagem
original de fábrica com três níveis de proteção.
Para comemorar seus 20 anos de produção, a Mercedes oferecia em 1999 a
série especial G 500 Classic. Outras versões recebiam volante
multifunção com comandos para o sistema de áudio e o computador de
bordo. No ano seguinte, o G 400 CDI marcava a estréia do sistema de
injeção direta com duto único no motor a
diesel. O V8 de 3.996 cm³ e 32 válvulas entregava 250 cv e 57,1 m.kgf já a
1.700 rpm. Parte da linha contava com pára-choques na cor da carroceria
e o interior era remodelado.
Controle de estabilidade era adotado em
2001 e, só no ano seguinte, o Classe G chegava oficialmente aos Estados
Unidos. A nova opção G 270 CDI turbodiesel tinha cinco cilindros em
linha, 2.685 cm³, quatro válvulas por cilindro e 156 cv. Em 2004, nova
comemoração: a série Classic 25, alusiva ao jubileu de prata do Classe
G, que adicionava rodas esportivas e detalhes em cor de alumínio à
aparência do G 500. No G 320 CDI o motor de seis cilindros com injeção
direta, 2.987 cm³ e 24 válvulas fornecia 224 cv para atingir 210 km/h.
Para o ano seguinte o G 55 AMG recebia
compressor no V8, que passava a render 476 cv e 71 m.kgf. Com câmbio
automático de cinco marchas, acelerava de 0 a 100 km/h em 5,6 segundos,
apesar dos 2.550 kg de peso, e a final era de 210 km/h. Por dentro,
competia em luxo com qualquer sedã de categoria: madeira de ótima
qualidade no console, volante e alavanca de câmbio, sistema de áudio
Harman Kardon, bancos dianteiros com ajustes elétricos, memória e
aquecimento. O estepe externo vinha com uma capa metálica imitando
cromado, de ar muito distinto. Um superlativo em termos de 4x4.
Com quase 30 anos, o Classe G se mantém com as linhas originais, mas
resiste bravamente à passagem do tempo sem envelhecer. Não perdeu o
charme e está cada vez mais atual em termos mecânicos. A famosa casa
alemã, orgulhosa de seu produto, vai sempre aperfeiçoá-lo como fez até
hoje.
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