Desempenho era sempre o ponto de destaque do Commodore SS, que na segunda série VY dispunha de 333 cv no motor V8 de 5,7 litros

A caracterização visual e do interior do SS era claramente esportiva

Com tração integral e suspensão elevada, a perua Adventra oferecia uma alternativa aos utilitários esporte, mas não obteve êxito comercial

O motor V6 de alumínio trouxe nova vida para o Commodore VZ; acima o SV6, nova versão esportiva com o propulsor de 3,6 litros e 250 cv

Em comparativo do Best Cars ao Renault Laguna V6, o Omega vendido no Brasil com motor V6 3,8 mostrou-se vantajoso em espaço interno ("mais largo e com maior altura útil na traseira, acomoda cinco pessoas com conforto, embora falte encosto de cabeça para uma delas", dissemos) e para bagagem, além de ser elogiado pelo uso da tração traseira: "Uma superioridade indiscutível para os entusiastas. Por melhor que o Laguna se comporte quando se despeja potência, é sempre preferível dividir as funções de esterçar e de tracionar entre os eixos".

Apesar desses atributos, o modelo australiano perdeu em numerosos quesitos — itens de conveniência, motor, desempenho, câmbio, suspensão, segurança passiva e relação custo-benefício. "Embora bem mais curto e sem a tração traseira, o Laguna é um automóvel tão competente quanto o Omega, na maioria dos aspectos, e com expressivas vantagens. Não há o que desabone o Omega, um notável sucessor para o modelo nacional que marcou a década passada, mas nossa recomendação cai mesmo no francês", foi a conclusão.

O site Autospeed  testou o SV8 com caixa automática, que considerou "prático e confortável, com excelente desempenho, muito bom comportamento dinâmico e preço adequado". O alto consumo e o prejuízo ao desempenho pelo câmbio foram os pontos negativos: "O motor gira livre e deliciosamente até mais de 6.000 rpm. Aceleramos de 0 a 100 km/h em 7 segundos — ainda um bom tempo, mas 1 s mais lento que a versão manual".

"Em curvas rápidas o SV8 é bem composto e estável, em subesterço com o controle de tração ligado ou em sobresterço opcional com ele desligado. Em superfícies muito ruins, ele se mantém equilibrado", analisou a publicação, que concluiu: "Em resumo, o SV8 representa um bom valor para o dinheiro em um carro familiar. Seu compromisso entre conforto e estabilidade é muito bom e, enquanto o motor continua um tanto sedento, o V8 e o peso abaixo de 1.600 kg do carro ainda se combinam para lhe dar ótimo desempenho".

Na avaliação do mesmo site, a perua Commodore Wagon ganhou elogios pelo conforto e a estabilidade mesmo em estradas de má qualidade, amplo espaço interno, equipamentos de série, segurança e robustez. Acabamento e o motor de 3,8 litros algo áspero em alta rotação foram criticados. "As alterações na suspensão foram efetivas. De modo geral, a Commodore é relaxante, estável e competente. Quanto piores as estradas, melhor a suspensão nos pareceu. O espaço interno é exemplar e o carro parece muito bem construído — com poucas exceções. Seu preço é realmente baixo para um carro bem equipado e com forte valor de revenda", elogiou o teste.

Seguindo a proposta de modelos europeus como Volvo XC70 e Audi Allroad ou da japonesa Subaru Outback, a Holden apresentava em setembro de 2003 uma perua com vocação fora-de-estrada, a Adventra. Primeiro modelo do gênero desenvolvido na Austrália, ela combinava o motor V8 de 5,7 litros e 320 cv a uma suspensão mais alta, rodas de 17 pol com pneus maiores e a tração integral Cross Trac, que mantinha a tração na traseira como predominante, mas repartia o torque de diferentes formas conforme as variações de aderência. Contudo, com vendas tímidas, essa alternativa aos utilitários esporte não durou muito tempo.

Os conceitos

Nas duas gerações mais recentes, o Commodore foi base para diversos projetos da Holden. O primeiro apareceu no Salão de Sydney de 1998: o Coupe Concept, uma versão cupê para o então novo sedã VT. Conta-se que a ideia nasceu de projetistas e engenheiros da marca em seu tempo livre.

As belas linhas acabaram adotadas pelo fabricante para exposição no evento, que celebrava 50 anos da Holden. E não só: diante da ótima aceitação pelo público, o carro foi aprovado para produção e se tornou a geração moderna do Monaro, o histórico cupê dos anos 60 e 70.

Dois anos mais tarde, outro modelo memorável da Holden renascia como conceito: o furgão Sandman, fabricado de 1974 a 1980 e adorado pelos surfistas australianos. A nova versão, baseada na perua da série VT, vinha com teto elevado e decoração extravagante tanto por fora quanto por dentro.

Também de 2000 é o ECOmmodore, de faceta ecológica. Associava um motor de 2,0 litros e 130 cv a um elétrico de 68 cv, mas as baterias de chumbo eram ineficientes para os padrões de hoje. Com torque similar ao de um Commodore V6, o tanque de 45 litros rendia 800 km.

Em 2002, já sob a série VY, aparecia o conceito SSX no Salão de Sydney. Com motor V8 de 5,7 litros, usava tração integral, recurso que seria aproveitado mais tarde na versão Adventra da perua, e havia uma quinta porta para acesso da bagagem. O visual esportivo incluía rodas de 19 pol, novos para-choques e quatro bancos individuais.

Depois de um hiato, o aniversário de 60 anos da Holden era celebrado à altura com um imponente cupê a partir do sedã Commodore. O Coupe 60, sem coluna central, usava menor entre-eixos e rodas de 21 pol. O motor V8 de 6,0 litros e 369 cv vinha com câmbio manual de seis marchas. Para decepção de muitos, até hoje não entrou em produção.

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