
A caracterização visual e do
interior do SS era claramente esportiva


Com tração integral e
suspensão elevada, a perua Adventra oferecia uma alternativa aos
utilitários esporte, mas não obteve êxito comercial


O motor V6 de alumínio trouxe
nova vida para o Commodore VZ; acima o SV6, nova versão esportiva com o
propulsor de 3,6 litros e 250 cv |
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Em comparativo do Best Cars
ao Renault Laguna V6, o Omega vendido no Brasil com motor V6 3,8
mostrou-se vantajoso em espaço interno ("mais largo e com maior altura
útil na traseira, acomoda cinco pessoas com conforto, embora falte
encosto de cabeça para uma delas", dissemos) e para bagagem, além de ser
elogiado pelo uso da tração traseira: "Uma superioridade indiscutível
para os entusiastas. Por melhor que o Laguna se comporte quando se
despeja potência, é sempre preferível dividir as funções de esterçar e
de tracionar entre os eixos".
Apesar desses atributos, o modelo australiano perdeu em numerosos
quesitos — itens de conveniência, motor, desempenho, câmbio, suspensão,
segurança passiva e relação
custo-benefício. "Embora bem mais curto e sem a tração traseira, o
Laguna é um automóvel tão competente quanto o Omega, na maioria dos
aspectos, e com expressivas vantagens. Não há o que desabone o Omega, um
notável sucessor para o modelo nacional que marcou a década passada, mas
nossa recomendação cai mesmo no francês", foi a conclusão.
O site Autospeed testou o SV8 com caixa automática, que
considerou "prático e confortável, com excelente desempenho, muito bom
comportamento dinâmico e preço adequado". O alto consumo e o prejuízo ao
desempenho pelo câmbio foram os pontos negativos: "O motor gira livre e
deliciosamente até mais de 6.000 rpm. Aceleramos de 0 a 100 km/h em 7
segundos — ainda um bom tempo, mas 1 s mais lento que a versão manual".
"Em curvas rápidas o SV8 é bem composto e estável, em
subesterço com o controle de tração
ligado ou em sobresterço opcional com
ele desligado. Em superfícies muito ruins, ele se mantém equilibrado",
analisou a publicação, que concluiu: "Em resumo, o SV8 representa um bom
valor para o dinheiro em um carro familiar. Seu compromisso entre
conforto e estabilidade é muito bom e, enquanto o motor continua um
tanto sedento, o V8 e o peso abaixo de 1.600 kg do carro ainda se
combinam para lhe dar ótimo desempenho".
Na avaliação do mesmo site, a perua Commodore Wagon ganhou elogios pelo
conforto e a estabilidade mesmo em estradas de má qualidade, amplo
espaço interno, equipamentos de série, segurança e robustez. Acabamento
e o motor de 3,8 litros algo áspero em alta rotação foram criticados.
"As alterações na suspensão foram efetivas. De modo geral, a Commodore é
relaxante, estável e competente. Quanto piores as estradas, melhor a
suspensão nos pareceu. O espaço interno é exemplar e o carro parece
muito bem construído — com poucas exceções. Seu preço é realmente baixo
para um carro bem equipado e com forte valor de revenda", elogiou o
teste.
Seguindo a proposta de modelos europeus como
Volvo XC70 e Audi Allroad ou
da japonesa Subaru Outback, a Holden apresentava em setembro de 2003 uma
perua com vocação fora-de-estrada, a Adventra. Primeiro modelo do gênero
desenvolvido na Austrália, ela combinava o motor V8 de 5,7 litros e 320
cv a uma suspensão mais alta, rodas de 17 pol com pneus maiores e a
tração integral Cross Trac, que mantinha a tração na traseira como
predominante, mas repartia o torque de diferentes formas conforme as
variações de aderência. Contudo, com vendas tímidas, essa alternativa
aos utilitários esporte não durou muito tempo.

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