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O XM prestou-se a adaptações em variedade surpreendente para um
carro que não alcançou grandes volumes de vendas.


A construtora francesa de carrocerias especiais Heuliez elaborou
uma versão alongada entre eixos e com três volumes — o que a própria Citroën estudou, com
vistas ao mercado norte-americano, mas não chegou a fabricar. O
Palace Limusine (acima), revelado no Salão de Genebra de 1992, tinha
portas traseiras mais compridas e mudanças na grade, capô e
para-lamas dianteiros, mas visto por trás mantinha o aspecto
original do hatch.

Quatro anos mais tarde a mesma Heuliez preparou o XM
Présidentielle (acima) ou presidencial, um presente a Jacques Chirac.
Com as portas do modelo de série e colunas traseiras cheias, sem
janelas, o aspecto era mais equilibrado que o do Palace, além de
terem sido usadas novas lanternas atrás.

A Automobiles Tissier apresentou em 1991 uma enorme limusine, o
XM Majésté, com cerca de um metro adicionado à distância
entre eixos e outro alongamento na parte traseira, que assumia
um porta-malas destacado. Com total de 6,25 metros de
comprimento, o XM dotado de motor V6 recebia bancos traseiros
individuais com console central, bar, televisor e vídeo. Um
vidro com acionamento elétrico, entre motorista e passageiros,
conferia a essencial privacidade. O peso chegava a 1.800 kg.

Outra limusine (acima) foi feita pela Emil Mlakar Engineering
ou EME, empresa
da Eslovênia, mas sem alterar o formato da traseira. Havia
várias opções de alongamento, como 30 centímetros para a Break,
50 cm para o hatch e outra de 95 cm em que o XM passava a ter
seis portas laterais. Conveniências no interior também podiam
ser aplicadas. |

A própria Citroën elaborou,
para o Salão de Paris de 1998, uma versão do XM recheada de
tecnologia a bordo. O Multimédia (acima) recebeu
computador com acesso à internet, televisor, telefone e sistema
de navegação. Vermelho com interior em couro creme, tinha motor
V6.

Na Holanda, a empresa ASH de Herkingen desenvolveu a pedido da
Citroën local a Break Service: a perua era convertida em veículo
comercial, com a remoção do banco traseiro, vidros laterais sem
visibilidade e a elevação do teto
a partir da região das colunas centrais. Com essas medidas, um
volume útil de 2.400 litros era obtido. Os motores 2,0 a
gasolina, 2,1 e 2,5 a diesel estavam disponíveis.

Uma função até frequente para a Break era a de ambulância, para
o que suas grandes dimensões e a suave suspensão se mostravam
ideais. Empresas francesas como Baboulin, GIFA, Heuliez (acima) e Petit
fizeram tal adaptação, sempre com teto bastante elevado.

Além das transformações, o XM podia receber acessórios
esportivos como os da belga Cituning, que oferecia pacotes
aerodinâmicos, rodas especiais, itens internos e outros
equipamentos para diversos modelos da Citroën. Uma opção
apreciada, no caso do topo de linha, era um jogo de seis faróis
que substituía o conjunto original, de eficiência criticada.
Fonte: citroenet.org.uk |