Emblema da marca no centro da grade e para-choques na cor do carro, entre outras mudanças, identificam o XM produzido de 1994 em diante

O aerofólio agora vinha junto à tampa; na linha de motores estreavam o 2,0-litros de 16 válvulas e o 2,5 turbodiesel, que dispunha de alto torque

Visual revisado   Das poucas alterações técnicas e de aparência que o XM recebeu durante seu ciclo de produção, a maior parte foi apresentada em junho de 1994. No estilo, as mudanças eram grade com o "duplo chevron" no centro, aerofólio traseiro junto à tampa e, nas versões superiores, para-choques inteiros na cor da carroceria (antes com faixa em preto). O interior vinha com melhorias nos materiais de acabamento, painel com desenho mais moderno e volante de quatro raios, mais convencional. Tanto este quanto o painel alojavam bolsas infláveis para proteger o motorista e o passageiro ao lado.

Na parte mecânica, o destaque era o motor de 2,0 litros sem turbo, que adotava duplo comando e 16 válvulas para passar a 132 cv e 18,4 m.kgf, desaparecendo a versão de oito válvulas. Concentrado em alta rotação, o ganho não resolvia por inteiro a deficiência em desempenho. Os admiradores do turbodiesel ganhavam o 2,5-litros do furgão C25 em opção ao 2,1-litros. Com 128 cv, entregava ótimo torque (29,1 m.kgf), mas tinha alto consumo e não alcançava o refinamento dos concorrentes alemães de seis cilindros, o BMW Série 5 e o Mercedes-Benz Classe E. Havia ainda aprimoramentos na parte elétrica e na central eletrônica na suspensão. E, depois de estacionado, o XM não mais "arriava" como os anteriores.

A Break com o novo turbodiesel mostrou uma grande qualidade no teste do jornal inglês The Independent. "O torque representa os músculos por trás de uma rápida aceleração, e o novo XM produz mais dele que qualquer rival. Muitos motores a gasolina maiores e mais potentes, incluindo o próprio V6 de 3,0 litros da marca, não chegam nem perto. Afunde o acelerador a 2.000 rpm em quarta marcha e a grande Citroën pula para frente sem mostrar esforço. E o motor é gentil com seus ouvidos e com sua carteira". Continua

Os especiais
O XM prestou-se a adaptações em variedade surpreendente para um carro que não alcançou grandes volumes de vendas.

A construtora francesa de carrocerias especiais Heuliez elaborou uma versão alongada entre eixos e com três volumes — o que a própria Citroën estudou, com vistas ao mercado norte-americano, mas não chegou a fabricar. O Palace Limusine (acima), revelado no Salão de Genebra de 1992, tinha portas traseiras mais compridas e mudanças na grade, capô e para-lamas dianteiros, mas visto por trás mantinha o aspecto original do hatch.

Quatro anos mais tarde a mesma Heuliez preparou o XM Présidentielle (acima) ou presidencial, um presente a Jacques Chirac. Com as portas do modelo de série e colunas traseiras cheias, sem janelas, o aspecto era mais equilibrado que o do Palace, além de terem sido usadas novas lanternas atrás.

A Automobiles Tissier apresentou em 1991 uma enorme limusine, o XM Majésté, com cerca de um metro adicionado à distância entre eixos e outro alongamento na parte traseira, que assumia um porta-malas destacado. Com total de 6,25 metros de comprimento, o XM dotado de motor V6 recebia bancos traseiros individuais com console central, bar, televisor e vídeo. Um vidro com acionamento elétrico, entre motorista e passageiros, conferia a essencial privacidade. O peso chegava a 1.800 kg.

Outra limusine (acima) foi feita pela Emil Mlakar Engineering ou EME, empresa da Eslovênia, mas sem alterar o formato da traseira. Havia várias opções de alongamento, como 30 centímetros para a Break, 50 cm para o hatch e outra de 95 cm em que o XM passava a ter seis portas laterais. Conveniências no interior também podiam ser aplicadas.

A própria Citroën elaborou, para o Salão de Paris de 1998, uma versão do XM recheada de tecnologia a bordo. O Multimédia (acima) recebeu computador com acesso à internet, televisor, telefone e sistema de navegação. Vermelho com interior em couro creme, tinha motor V6.

Na Holanda, a empresa ASH de Herkingen desenvolveu a pedido da Citroën local a Break Service: a perua era convertida em veículo comercial, com a remoção do banco traseiro, vidros laterais sem visibilidade e a elevação do teto a partir da região das colunas centrais. Com essas medidas, um volume útil de 2.400 litros era obtido. Os motores 2,0 a gasolina, 2,1 e 2,5 a diesel estavam disponíveis.

Uma função até frequente para a Break era a de ambulância, para o que suas grandes dimensões e a suave suspensão se mostravam ideais. Empresas francesas como Baboulin, GIFA, Heuliez (acima) e Petit fizeram tal adaptação, sempre com teto bastante elevado.

Além das transformações, o XM podia receber acessórios esportivos como os da belga Cituning, que oferecia pacotes aerodinâmicos, rodas especiais, itens internos e outros equipamentos para diversos modelos da Citroën. Uma opção apreciada, no caso do topo de linha, era um jogo de seis faróis que substituía o conjunto original, de eficiência criticada.

Fonte: citroenet.org.uk

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