

Janelas laterais traseiras Ópera
equipavam o cupê em 1974, mesmo ano em que aparecia uma inovação: a
bolsa inflável para o motorista


O sedã 1975 e o cupê 1976,
ambos com janelas Ópera; nesse período
o DeVille atingiu suas máximas dimensões e usava motor de 8,2 litros |
A primeira bolsa
inflável
Uma
reformulação completa do visual esperava os clientes do DeVille para
1971. Os faróis em alojamentos quadrados ocupavam uma área mais
destacada da frente, sem as saliências nas extremidades para as luzes de
direção, e o recorte do para-choque para a grade estava mais
pronunciado. Nas laterais de linhas mais suaves, dois vincos
encontravam-se como a ponta de uma flecha nos para-lamas traseiros.
Tanto o entre-eixos de 3,30 m quanto o comprimento de 5,73 m estavam
maiores. A linha perdia dois elementos — o sedã com coluna e o
conversível — e mantinha a mecânica.
No ano seguinte, apenas mudanças sutis, como as luzes de direção
dianteiras e os para-choques mais robustos como exigido por lei. Com a
adoção do método de medição líquido, o
motor parecia menos potente em 1972 (220 cv contra 345 do sistema
bruto), embora sem alterações. Um ano mais tarde a Cadillac deixava a
grade mais baixa e mudava novamente os para-choques para atender às
normas de resistência a impactos.
Os modelos 1974 ainda pareciam indiferentes à crise do petróleo
recém-deflagrada, cujos efeitos se fariam sentir mais tarde. O DeVille
tinha mudanças visuais como as luzes de direção dianteiras, agora nos
cantos dos para-lamas, e estreitas janelas Ópera nas laterais traseiras.
Perdia um pouco de potência (para 205
cv líquidos) e de torque (48,4 m.kgf), mas trazia uma inovação em paralelo
a outros modelos da GM: uma bolsa inflável para o motorista, a primeira
em um carro de série no mundo, que no entanto foi mal recebida e saiu do
catálogo após dois anos.
Também inédito era o pacote d'Elegance, composto de revestimento interno
em veludo, carpetes espessos e um símbolo destacado sobre o capô. Teto
de vinil, teto solar e volante ajustável em altura e distância eram
oferecidos. No ano subsequente a mudança mais evidente estava nos
faróis, agora quatro retangulares, mas havia algo importante também sob
o capô: o motor V8 passava a 500 pol³ ou 8,2 litros, o maior usado até
então pela indústria, com 210 cv e 52,5 m.kgf. Durante o modelo 1975 a
fábrica passava a oferecer injeção de combustível no lugar do carburador
quádruplo.
No último ano daquela geração, 1976, o Coupe DeVille d'Elegance vinha
com janelas Ópera (opcionais
para o cupê básico) e o motor com injeção passava a fornecer 215 cv e
55,3 m.kgf, enquanto a versão carburada perdia potência (agora, 190 cv)
para ganhar em torque (49,8 m.kgf). Com 5,86 m de comprimento e peso de
2.330 kg no sedã, esse Cadillac havia atingido seu ápice em tamanho e
massa na época mais inadequada para esse tipo de extravagância, um
quadro que logo se transformaria.
Enquanto celebrava seu aniversário de 75 anos, a divisão de luxo da GM
apresentava uma novidade que nem todos seus admiradores receberam com
festa: o DeVille 1977 — assim como o modelo Brougham — adotava a
plataforma C do grupo e encolhia drasticamente, dentro do processo de
redução de tamanho (downsizing) e peso que atingiu toda a indústria
norte-americana no período. Era um reflexo dos altos preços da gasolina
e da instituição pelo governo do CAFE,
um programa de controle de consumo.
Continua
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