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O
outro tinha o compartimento do motorista aberto, estilo chamado de Coupé
De Ville, e a parte coberta posterior bastante iluminada graças a um
teto solar de quatro janelas. Jean Bugatti foi o autor dos traços dessa
unidade, fazendo dela o mais autoral e reverenciado Royale. É o chamado
Coupé Napoléon. De todos os seis Tipos 41 produzidos, apenas o curioso
exemplar de Esders sofreria modificações posteriores à venda: o segundo
dono do carro trocou a carroceria roadster original por outra
fortemente inspirada no Napoléon. Também ao estilo De Ville, essa nova
roupagem foi realizada pela Binder de Paris, que guardou a carroceria
roadster até ela ser encontrada destruída após a Segunda Guerra.
Nenhum membro da realeza chegou a adquirir um Royale. O rei Zog, da
Albânia, chegou a visitar Bugatti na esperança de adquirir um, mas, ao
ver os modos do rei à mesa, o projetista italiano se recusou a tê-lo
como cliente. Já o Coupé Napoléon é alvo de outro episódio nebuloso.
Reza a lenda que ele teria sido encomendado pelo rei Carol da Romênia,
mas é fato que acabou nas mãos da família Bugatti. Contudo, se o carro
criado para os mais nobres dos proprietários não teve espaço em nenhuma
garagem real, isso tampouco seria preciso.
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